
As formações promovidas pelo Sindicato têm atraído cada vez mais participantes, ativos e reformados, numa procura contínua por conhecimento, atualização e partilha. O calendário para o segundo semestre do ano já está em marcha, procurando garantir um leque de ações formativas diversificadas, com especial enfoque na área da saúde, das novas tecnologias e da área comportamental, como explica Tânia Maltez, coordenadora do Pelouro da Formação
Pedro Gabriel
P – Quais são atualmente os cursos com maior procura?
Tânia Maltez – Se tivesse de nomear um curso com maior procura seria Programação Neurolinguística, já fizemos mais do que uma vez e as pessoas continuam a querer. Tudo o que seja a área comportamental – Inteligência Artificial (IA), gestão de stresse, gestão de equipas, gestão de reuniões – , tem tido uma excelente adesão.
E depois os cursos na área da saúde. Fizemos bastantes de Primeiros Socorros e de Suporte Básico de Vida e as pessoas também continuam a pedir.
P – Os sócios pedem outras formações específicas?
R – Têm-nos pedido os mais variados cursos, nomeadamente linguagem gestual, mecânica… O que temos feito é tentar perceber se é abrangente o suficiente para conseguir fazer uma turma. A linguagem gestual é realmente interessante, mas se calhar só o será para algumas pessoas que sintam essa necessidade.
P – Qual tem sido o feedback dos participantes?
R – Tem sido maioritariamente bastante positivo. Há um grupo de pessoas que praticamente repete a vinda às formações. E todos os temas atraem pessoas novas.
Além dos ativos, também participam muitos reformados, mesmo em formações sobre temas laborais. Quando pergunto qual o motivo de participarem respondem que é para manterem uma vida ativa, ou seja, continuam a procurar no Sindicato um meio para crescerem.
P – A formação em Inteligência Artificial é a mais importante atualmente?
R – Não sei se será a mais importante, mas desde que a lançámos tem sido das que têm maior procura. Quando surgiu recebemos inscrições para duas turmas e tivemos de fazer uma lista de espera, pois não convém que as turmas sejam muito grandes por uma questão de gestão da própria aula.
Mas a Inteligência Artificial é uma das competências que os bancários devem ter. E não só a nível do ChatGPT ou Gemini. Estamos até a pensar fazer uma formação específica para ferramentas de IA, mas numa ótica de apresentações. Sabendo utilizar as ferramentas, poupamos muito tempo de trabalho.
P – Como avaliam essas necessidades de formação dos associados?
R – Escutamos os sócios em cada formação que fazemos. Ouvimos as críticas positivas e negativas sobre determinada formação, quais os pontos onde podemos melhorar e evoluir. Os sócios estão sempre a dar sugestões de novos temas. Quando temos vários sócios que falam sobre os mesmos temas procuramos seguir esse caminho.
E depois existem os temas inerentes ao próprio setor. A introdução das novas tecnologias, nomeadamente a IA, é algo a que não podemos deixar de dar a devida atenção.

Novidades
P – Estão previstos mais cursos para o resto do ano?
R – Sim, estamos agora a planear o que será o segundo semestre de 2026. Vamos voltar a fazer cursos na área da saúde e estamos a pensar organizar uma formação de amigurumi, que é a elaboração de pequenas peças em crochê. E novos workshops de culinária.
P – Então os workshops são para continuar?
R – Decidimos fazer uma pequena pausa nestes primeiros meses de 2026, mas para o segundo semestre de 2026 já estamos a pensar em novos temas. As pessoas gostam e a adesão tem sido boa.
P – Também na área da culinária?
R – Sim, a nível de doçaria, padaria, pastelaria, pratos vegetarianos…
P – Já pensaram em fazer formações online?
R -Já pensámos em fazer em formato misto. Há pessoas que gostam de vir presencialmente à formação, convivem um pouco, já se conhecem das várias formações, e, portanto, acaba por ser um dia não só de formação, mas também de confraternização.
As formações práticas são mais difíceis de fazer em formato online. Em relação às restantes é uma hipótese que estamos a estudar, até porque existem questões técnicas que têm de ser asseguradas.
Aprendizagem
P – Há planos para introduzir mais cursos de formação artística?
R – Estamos constantemente atentos a novas oportunidades de cursos de valorização artística. Em horário laboral, penso que temos uma oferta bastante completa, com uma boa adesão por parte dos nossos sócios reformados. Mas gostaríamos de disponibilizar cursos em horário pós-laboral, para que os nossos sócios no ativo tenham a oportunidade de participar. No entanto, como as nossas instalações encerram às 17h00, não tem sido possível. Estamos a estudar a possibilidade de procurar cursos de valorização artística que possam decorrer em instalações externas.
P – Vai haver exposição dos trabalhos artísticos?
R – Sim, a cerimónia de inauguração da exposição vai ser no dia 16 de junho, pelas 10h00, e estará aberta até 18 de junho, entre as 10h00 e as 16h00. Aproveito para convidar todos os sócios a virem à nossa Sala Cinzenta, na sede do Mais Sindicato, para verem os trabalhos que os colegas elaboraram ao longo do ano letivo e em que depositaram muitas horas de formação.

