
A comunicação com os sócios é, desde sempre, um dos pilares da atuação do Mais Sindicato. Mónica Gomes, coordenadora do Pelouro da Informação, faz um balanço positivo do percurso recente, assente num trabalho cada vez mais próximo, transparente e eficaz. O objetivo é claro: garantir que ninguém fica sem acesso à informação
Pedro Gabriel
Pergunta – Qual o balanço que faz da atividade do Pelouro da Informação?
Mónica Gomes – A atividade do Pelouro tem vindo a melhorar, temos sido mais comunicativos com os nossos sócios e tentado criar uma imagem que faça com que eles se identifiquem mais connosco. O balanço tem sido positivo, assim como o feedback.
P – Costumam receber muito feedback?
R – Sim, através do endereço mais.info@mais.pt, das redes sociais e do contacto direto com os sócios nos locais de trabalho. Os e-mails de agradecimento enchem-nos de orgulho. É claro que aqui a comunicação é sempre um espelho do que os outros pelouros fazem.
P – Os sócios solicitam algum tipo de conteúdo específico?
R – Perguntam essencialmente sobre matérias relativas à Contratação. Temos incidido muito sobre isso, sendo uma matéria que merece sempre destaque na revista Mais Bancário.
Objetivos
P – Quais são as prioridades atuais do Pelouro?
R – É continuar o trabalho que tem vindo a ser feito. Queremos garantir que a informação continua a chegar nas melhores condições aos nossos sócios e que estamos aqui para esclarecer o que for necessário.
P – Qual é o maior desafio para a comunicação do Mais Sindicato?
R – Tentar chegar às pessoas que não pretendem receber qualquer tipo de comunicação e que nos transmitem isso. Tentamos explicar que ao fazerem esse bloqueio de comunicações deixam de receber e-mails relativos ao SAMS, à marcação ou cancelamento de consultas, entre outros.
Depois, muitas vezes as pessoas estão dentro da empresa e não se apercebem do que está a acontecer ao colega do lado. E é isso que temos de mudar, para que essas pessoas possam dedicar dois minutos do seu tempo a ouvir-nos porque na maior parte das vezes será importante para elas.
P – As instituições bancárias podem ser um entrave a uma comunicação mais eficaz com os sócios?
R – Os bancos não têm de ter uma relação hostil com o Sindicato nem tão pouco com a sua comunicação. Gostávamos de ter o apoio dos bancos para que nos ajudassem a chegar mais aos nossos sócios.
P – O site e a revista ganham aí uma importância maior…
R – Sim, sem dúvida. O facto de a maioria dos nossos sócios ter o e-mail do trabalho registado na nossa base de dados faz com que, por alguma razão, os nossos e-mails não consigam entrar nas caixas de correio dos bancos. Nesse sentido, além de termos uma forma fácil de, no site, fazer uma série de alterações pessoais, também temos todas as informações sobre o que vai acontecendo no sector.
A revista, por ser periódica, quer seja em papel ou formato digital, permite, por uma segunda vez, chamar a atenção e passar as últimas informações em destaque.
Na comunicação tudo se complementa, nada é individual. Temos de encontrar o melhor equilíbrio possível na gestão das ferramentas que temos ao nosso dispor.

Eficácia
P – Que papel têm as redes sociais na estratégia de comunicação?
R – Sentimos que têm importância no sentido de divulgação da informação. Mas o “Ligue-se a nós” leva a mais reações por parte do sócio do que as redes sociais.
P – Não são tão eficazes como os meios tradicionais?
R – São boas para divulgar informação, para que os sócios possam saber o que se está a passar. Mas se há um comunicado ou a divulgação de uma atividade com inscrições, notamos mais reações quando enviamos pelo “Ligue-se a nós”. Tem sido uma ferramenta importante e a revista também complementa esse trabalho. Há muitas pessoas que ainda gostam de receber a revista em papel, o que compreendo, eu também prefiro ler em papel.
P – Que medidas estão a ser implementadas para que a informação chegue de forma mais eficiente aos sócios?
R – Queremos potenciar ao máximo o “Ligue-se a nós” porque é uma ferramenta que alcança um grande número de pessoas e para que elas possam ter acesso a toda a informação sobre o Sindicato.
Estamos a trabalhar também para tornar a revista cada vez mais apelativa, com matérias que sejam do interesse dos sócios e a tentar encontrar maneiras de tornar o nosso site mais user-friendly.
Neste caso específico, os pelouros da Informação e da Formação estão a trabalhar em ofertas formativas para que os sócios consigam dominar as ferramentas que o Sindicato coloca ao seu dispor. Sabemos que há muitas pessoas que não conseguem navegar no site e têm alguma dificuldade em encontrar o que pretendem.
O que é preciso é manter a comunicação e dar sempre resposta aos sócios.
P – Já sentiu que houve situações em que a mensagem do Sindicato foi distorcida?
R – Não. Sabemos que há outros sindicatos que vão atrás de algumas alterações que fazemos e que comunicamos aos nossos sócios e que, obviamente, têm acesso à mesma. Mas distorção na mensagem não. Cabe-nos também comunicar de maneira eficiente, pegando na informação e resumindo-a numa linguagem que não seja muito técnica.
P – Em relação à comunicação com os não-sócios, o que tem sido feito para os ajudar a sindicalizarem-se?
R – Vamos lançar um programa juntamente com o Pelouro da Sindicalização que consiste em oferecer às pessoas uma caneta com a tecnologia NFC. As pessoas encostam a caneta a um dispositivo com essa tecnologia e são direcionadas para uma página com todas as informações que um trabalhador necessita para se sindicalizar. Como aderir ao Sindicato, quais as vantagens de ser sócio. Acreditamos que é um plano que pode correr bem.

