
Os problemas do mercado de habitação, seja para arrendamento ou aquisição, atinge particularmente os trabalhadores jovens, o que levou a UGT a dedicar ao tema o seu Encontro. A Comissão de Juventude do MAIS participou com uma delegação muito ativa
Inês F. Neto
Tendo a habitação como tema, o 14.º Encontro de Jovens da UGT decorreu de 27 a 29 de março, no Inatel de Albufeira. O Mais Sindicato esteve muito bem representado, com 16 sócios a participar ativamente no evento. No total, marcaram presença 60 jovens, entre os 18 e os 35 anos, de vários setores de atividade.
A maior parte dos participantes do MAIS partiram de Lisboa, juntando-se aos colegas algarvios já em Albufeira para o jantar-convívio que iniciou o Encontro na noite de dia 27.
Os trabalhos começaram na manhã de sábado com a conferência “Habitação para a Juventude”. O presidente da UGT Algarve, Daniel Santana, marcou a sessão de abertura.
Programas de apoio
O primeiro painel contou com a participação de Eduardo Brás, Coordenador do Gabinete de Apoio ao Arrendamento do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), que enumerou todos os programas que existem no apoio à aquisição e ao arrendamento de habitação para jovens.
Após a apresentação, foram muitas as dúvidas e questões colocadas pelos jovens, que ficaram elucidados sobre as ferramentas ao seu dispor para terem a sua habitação.
Tomás Silva, presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve, participou no segundo painel, com a intervenção “Habitação para jovens estudantes – uma visão regional”. Esta é uma questão particularmente sentida no Algarve, devido à quantidade de casas fechadas ao longo do ano, por serem segundas habitações ou destinadas a alojamento local, o que, afirmou, torna mais difícil a vida dos jovens que escolhem estudar nesta zona.
Exemplos e comparações
Patrícia Viegas, professora do 1º ciclo do ensino básico, deu um testemunho na primeira pessoa ao contar como foi a sua missão (Im)possível na procura de Habitação para aquisição. “Os preços da habitação são bastante elevados, o que torna muito difícil, com os salários de Portugal, um jovem conseguir comprar a sua primeira casa”, exteriorizou, e muitos jovens identificaram-se com o seu exemplo.
A última intervenção coube à socióloga Ana Drago, que apresentou alguns dados estatísticos sobre habitação jovem em Portugal e em comparação com outros países europeus. A conferência foi uma oportunidade de debate sobre um tema de enorme importância, bem como de procura de soluções para tornar o mercado de habitação mais acessível aos jovens. No final, os participantes estavam apetrechados com mais conhecimento e mais ferramentas para iniciar a sua tentativa de conseguir habitação.
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