Clube Naval Barreirense

A formação do Clube Naval Barreirense remonta ao ano de 1925, onde o Sr. João do Santos partilhou a sua ideia com Sr. Augusto António Penedo e Sr. Aurélio de Araújo, sobre a possibilidade de formar um clube náutico que tivesse «diversos recreios e desportos para esse fim», houve consenso de ideias e estes, na sua reunião fundadora, a 10 de Janeiro desse mesmo ano, decretando assim o início da propaganda e das inscrições. Até Junho as reuniões do Clube eram realizadas na residência particular do Sr. João dos Santos, na Rua Aguiar, a necessidade de instalar a secretaria, direção e biblioteca para o publico tornou-se real, essa necessidade levou-os, nesse mês, a alugarem o espaço do primeiro andar esquerdo, do nº. 139, na Rua Marquês de Pombal. Até 10 de Setembro não existiram instalações para a prática dos desportos náuticos, foi nessa data que, junto ao moinho do “Gim” que o Clube Naval Barreirense, num terreno cedido pela Viúva e Herdeiros do Sr. António Graciano Marques, construiu em madeira o seu primeiro posto náutico. Foi a 18 de Outubro, que as duas instalações físicas foram inauguradas oficialmente, este acontecimento teve a participação das autoridades locais, imprensa, e representantes das coletividades do Barreiro e claro as bandas de música de “Os Penincheiros” e de “Os Franceses”, isto tudo em ambiente de festa. Já no ano seguinte, mais propriamente a 15 de Março de 1926, «O Clube reconhece a necessidade da aquisição de um “In-Rigger” de 6 remos, para a instrução do remo», sendo este adquirido no ano seguinte ao Clube Naval de Lisboa. Em 1927 o Clube Naval Barreirense organizou a primeira travessia do Barreiro a nado. No ano seguinte, mais propriamente a 28 de Março, deu-se o início à instrução das modalidades de Remo e de Natação, no Clube. Ainda no mesmo ano deliberou-se a utilização de um uniforme para a prática (tripulações em treino) de remo, nascendo nesse mesmo instante o primeiro uniforme do Clube Naval Barreirense, este era constituído por uns «calções de zuarte, acompanhadas de camisola branca e verde», sendo estes financiados conforme «as disponibilidades financeiras do Naval Barreirense». No decorrer das cerimónias tradicionais dos seus festejos náuticos, a 5 de Outubro de 1929, a Sede Social do Clube Naval Barreirense, transferiu-se para um novo local, este agora no sítio da Praia Norte do Barreiro. No decorrer do ano de 1931, o Clube Naval Barreirense fez-se representar no Campeonato Nacional da Figueira da Foz. Decorridos nove anos desde a construção do posto náutico junto ao moinho do “Gim”, este vê-se agora obrigado a mudar de sítio, pela necessidade de obras de melhoramento, na então, vila e concelho do Barreiro, transferindo a sua Sede, Posto Náutico e Hangar para o primeiro morro de areias que forma a Praia da Bela Vista. Na História do Clube Naval, salta-se agora para a década de 50, década onde se realizaram as primeiras regatas de remo e onde se colmatou uma lacuna que existia no clube até então, a instrução de vela. Esta atividade quando foi iniciada contou com quatro barcos optimist, barcos estes que ainda hoje são propriedade do Clube. Mas o entusiasmo pela atividade do remo começou a desvanecer-se… É em 1983 que dirigentes e desportistas unidos fizeram renascer o remo esquecido até então, dando aí início a uma era de conquistas. É então que ao fim de alguns anos, mais propriamente a 27 de Agosto de 1986, o seu trabalho é vangloriado, ao reconhecerem o Clube Naval Barreirense como pessoa coletiva de utilidade pública, pelo então Primeiro-Ministro, Aníbal A. Cavaco Silva. Em 1998 o Clube Naval Barreirense entra em acordo com o Secretariado Regional de Setúbal, no sentido de facilitar a prática de Vela e manutenção em tanques de remo dos associados do Sindicato e seus familiares. A 21 de Junho de 2000 a Câmara Municipal do Barreiro premeia com a atribuição de um troféu de Bons Serviços e Dedicação o Clube Naval Barreirense.
Natação – 10%; Remo – 10% ; Cartas de Marinheiro – 5%; Cartas de Patrão Local – 5%.
