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UNI MED Finanças arrancou

Nos dias 30 e 31 de maio, o sindicato cipriota ETYK foi o anfitrião de várias organizações sindicais do setor financeiro oriundas de Espanha, Portugal, Itália, Malta, Grécia e Chipre, naquele que foi o primeiro encontro do grupo UNI MED Finanças.

A nova estrutura, parte integrante da UNI Europa Finanças, junta representantes sindicais dos setores bancário e financeiro de países do Mediterrâneo. O MAIS fez-se representar pelo seu presidente, Rui Riso, e pelos diretores Pastor Oliveira e Cristina Trony, como “O Bancário” então noticiou.

O encontro no Chipre foi o resultado do Congresso Mundial da UNI Finanças de 2015, durante o qual foram lançadas as bases para a reativação desta estrutura de países mediterrâneos.
Devido à complexidade da fragmentação linguística e legislativa entre os países representados, juntamente com a turbulência política que teve lugar no Norte de África após a primavera árabe, a atividade nesta área abrandou.

A nova estrutura será integrada imediatamente na UNI Europa trazendo propostas da área do Mediterrâneo, em particular no que diz respeito ao estudo sobre os impactos da digitalização no setor financeiro.

Membros

O Congresso terminou com a nomeação de Mauro Bossola, vice-secretário geral do sindicato italiano FABI, como presidente da UNI MED Finanças. “Esta estrutura de coordenação sindical é muito útil, especialmente agora. Os grupos bancários dos países europeus do Mediterrâneo estão a viver uma fase de profunda transformação e dificuldades comuns. Com esta organização faremos ouvir a nossa voz nas instituições da União Europeia para proteger todos os trabalhadores bancários do Sul da Europa, formulando propostas concretas e também servindo como interlocutores para as áreas adjacentes ao Mediterrâneo, nomeadamente os países árabes e bálticos”, afirmou Bossola.
Na mesma ocasião, Loizos Hadjicostis (Etyk, Chipre) e William Portelli (Mube, Malta) foram nomeados vice-presidentes, tendo Mario Ongaro (Fisac Cgilas, Itália) sido nomeado secretário-geral.

Dimensão

A UNIMED é uma organização não formal que desenvolve a sua atividade no âmbito da UNI Finanças Europa e tem desde a sua fundação como objetivo central discutir os problemas do setor financeiro dos países do Mediterrâneo, ou seja, os do sul da Europa e os do Norte de África, além dos do Médio Oriente.
O espaço é vasto e toca várias áreas da UNI Finanças, o que tem vindo a impedir o cumprimento integral do seu objetivo.

Em termos formais, Portugal integra a Área III, de que fazem parte também Espanha, Itália, Grécia, Malta, Chipre e Turquia. Como observadores estão o Líbano, Jordânia, Israel e Palestina, países também considerados no MENA – Midle East and North Africa, uma organização não formal como a UNIMED, mas que desenvolve a sua atividade na UNI África Finanças e inclui Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Egipto.

Facilmente se conclui da complexidade destas organizações quer pela dimensão dos países quer pelos regimes políticos e com estes pelas assimetrias da atividade sindical e das próprias relações de trabalho construídas muitas vezes a partir de pressupostos profundamente diferentes.

Acresce que outras áreas, como a dos países nórdicos, criaram também a sua própria organização não formal, sempre no âmbito da UNI.

Estas organizações não dispõem de fundos próprios porque não existe qualquer quotização. As suas atividades são integralmente suportadas por cada sindicato e a falta de uma organização mínima tem impedido a Área III de se afirmar ao mesmo nível de outras Áreas da UNI Europa Finanças.

Saiba mais sobre esta matéria na edição n.º 179 da revista O Bancário

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