Febase e instituições de crédito (IC) chegaram ontem a um entendimento de princípio em algumas matérias da convenção. Mas nos temas nucleares as divergências mantêm-se.
A 33.ª sessão de negociações para a revisão do ACT, que se realizou ontem, dia 18 de dezembro, iniciou-se com a apresentação, pela Febase, de uma declaração para a ata.
Face à posição assumida pelo grupo negociador das instituições de crédito (GNIC) sobre o ponto de situação das negociações – considerando que as IC fizeram um enorme esforço de aproximação às propostas da Febase, não sendo possível ir além mais além –, a Federação sublinha também, na declaração, o seu esforço permanente para um entendimento, acrescentando continuar “interessada e empenhada em tudo fazer para conseguir um equilibrado acordo negocial”.
Na reunião, as partes debateram algumas propostas apresentadas pelo (GNIC) e a respetiva resposta da Febase.
Foi possível um entendimento em algumas matérias, nomeadamente na salvaguarda da retribuição, nos motivos atendíveis para a não prestação de trabalho extraordinário, no registo dos tempos de trabalho e no tipo de faltas.
Mas, entre as cláusulas analisadas, mantiveram-se as divergências nas que dizem respeito a temas como o regime de trabalho por turnos, a avaliação de desempenho ou o cálculo dos acréscimos remuneratórios.
No final da sessão, ambas as partes aludiram à necessidade de um esforço acrescido que possibilite o acelerar das negociações, o que não impediu críticas mútuas sobre a irredutibilidade em algumas matérias consideradas menos significativas.
A próxima reunião ficou agendada para 27 de janeiro de 2015, comprometendo-se as partes a trocarem, com antecedência, propostas escritas sobre as matérias com posição divergente.

