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UGT apela ao fim do conflito em Gaza

Expressando o seu profundo horror pela situação de catástrofe humanitária e a paralisia da comunidade internacional, a central sindical exige o fim imediato da guerra em Gaza e da repressão na Palestina.

Na sua última reunião, o Secretariado Nacional da UGT aprovou um voto pelo fim urgente do conflito em gaza e na Palestina, expresso num comunicado divulgado esta sexta-feira, dia 1 de agosto, que o site do Mais Sindicato publica na íntegra:

APELO URGENTE DA UGT PARA O FIM DO CONFLITO EM GAZA E NA PALESTINA

A UGT (União Geral de Trabalhadores) expressa profundo horror e exige o fim imediato da guerra em Gaza e da repressão na Palestina.

Embora o conflito israelo-palestiniano seja de longa data, a situação escalou dramaticamente desde o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023.

A UGT condena a atrocidade do Hamas, mas considera a subsequente punição coletiva contra milhões de palestinianos, que já resultou em mais de 60 mil mortos (incluindo 15 mil crianças) em quase 22 meses de guerra, como brutal e inaceitável.

Dois milhões de palestinianos em Gaza enfrentam fome e bombardeamentos indiscriminados, enquanto três milhões na Faixa Ocidental sofrem violência diária, humilhação e confisco de terras.

A UGT critica veementemente a paralisia da comunidade internacional face a esta catástrofe humanitária, considerando a inação política uma negligência criminosa.

Assim, em linha com a ITUC-CSI (Confederação Sindical Internacional), a UGT reivindica as seguintes ações imediatas:

1. O fim da entrega de armas a todos os envolvidos no conflito.

2. Um permanente e urgente cessar-fogo, bem como a entrega de ajuda humanitária essencial (alimentos, água, medicamentos) para os civis de Gaza.

3. A libertação de todos os reféns e prisioneiros.

4. O reconhecimento do Estado da Palestina e uma solução de dois Estados independentes.

5. O fortalecimento da democracia e da paz na Faixa Ocidental, permitindo que a Autoridade Palestiniana possa constituir um governo legítimo.
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