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Trabalhadores da CGD livres de imposições do OE

​Os salários e carreiras dos trabalhadores da CGD deixarão de estar sujeitos aos limites impostos pelo Orçamento do Estado e serão estabelecidos em conformidade com a restante banca, anunciou o ministro das Finanças. A decisão do Governo segue-se às diligências do MAIS para que o AE da Caixa seja cumprido.

O Conselho de Ministros decidiu ontem isentar a CGD das imposições do Orçamento do Estado no que diz respeito aos salários e progressão na carreira dos trabalhadores, a que tem estado sujeita desde 2012.

“O objetivo face aos trabalhadores da CGD é que tenham um tratamento em termos de remunerações e carreiras em concorrência com o dos trabalhadores dos restantes bancos”, explicou hoje Mário Centeno, em declarações aos jornalistas.

Esta decisão vem ao encontro das reivindicações do MAIS, que efetuou múltiplas diligências nesse sentido, não só junto do banco público como também dos anterior e atual governos.

No entanto só agora, este Executivo, com a sua mudança de entendimento sobre a função da Caixa, a questão foi resolvida: extinguindo-se as limitações para o conselho de administração, não faria sentido manter as limitações para os restantes trabalhadores.

Desde 2012 que os trabalhadores da Caixa têm as carreiras profissionais congeladas e sofreram cortes nos salários, devido aos limites impostos pelos sucessivos OE.

O Acordo de Empresa não tem sido integralmente aplicado. O MAIS tudo tem feito para que o AE negociado livremente entre a administração e os sindicatos seja respeitado, e espera que face a esta decisão do Conselho de Ministros a normalidade laboral regresse à CGD.

O MAIS continuará a acompanhar a situação na Caixa. Os trabalhadores podem contar com o seu Sindicato.

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