Na
reunião negocial de dia 6, o banco público insistiu num aumento de 0,4% para
2021 e avançou com 0,6% para a revisão deste ano. MAIS e SBC recusaram, por os
valores estarem abaixo da inflação. Direções vão reunir-se para encontrar
soluções e evitar assim a rutura das negociações.
Na ronda
negocial do dia 6 de janeiro, a CGD deu o seu acordo a uma revisão salarial
simultânea para 2021 e 2022, mas a sua proposta continua aquém das pretensões
do Mais Sindicato e do SBC.
Assim, relativamente
ao processo de revisão salarial e cláusulas de expressão pecuniária do AE para
2021, a CGD manteve a proposta anterior:
2021
– Aumento
médio salarial: 0,4%;
–
Mínimo de 10 euros para os níveis 1 a 4, inclusive;
–
0,45% para os níveis 5 e 6, inclusive;
–
0,40% para os níveis 7 a 13, inclusive;
–
0,30% a partir do nível 14;
–
0,40% para as cláusulas de expressão pecuniária, com exceção das diuturnidades,
que não teriam qualquer aumento.
2022
Aumento salarial: 0,6%.
Sindicatos recusam
MAIS e SBC rejeitaram novamente esta proposta, nomeadamente porque não
cobre, sequer, a taxa de inflação, cujas previsões são de 1,3% para 2021 e de 1,8% para
2022 – o que cada vez mais afasta a
proposta do banco daquilo que é aceitável pelos Sindicatos.
Além
disso, os Sindicatos insistiram na necessidade de atribuir contrapartidas aos
trabalhadores, que passam não só pela atualização da tabela e cláusulas de
expressão pecuniária, mas também pela atribuição de outros benefícios,
fundamentais para recompensar o seu trabalho, efetuado em condições mais
difíceis devido à pandemia.
No
entanto, a CGD continua a não querer negociar absolutamente
nenhum tipo de benefícios.
Face à
proposta de CGD – recusada pelos Sindicatos – as Direções do MAIS e do SBC vão
reunir-se com o objetivo de encontrar soluções tentando, mais uma vez, que haja
acordo entre as partes de forma a evitar uma rutura negocial e permitindo que
os trabalhadores vejam as suas condições remuneratórias aumentadas o mais
rapidamente possível.

