O Banco de Portugal afirmou que a rede de agências em Portugal pode vir a ser ainda mais reduzida face à necessidade de aumentar a rendibilidade do setor e de reduzir custos operacionais de “forma estrutural”
Segundo o Banco de Portugal, a rede de agências em Portugal está mais presente no território quando se compara com o caso da Grécia.
Em declarações ao Diário de Notícias, Rui Riso, presidente do MAIS, lamenta esta ideia “infeliz” e afirma que, a ser concretizada, será “mais uma machada na economia e no emprego” pois “agudiza a desertificação do Interior do país”.
Densidade
O BdP falou em “métricas simples de eficiência” em que a banca parqueada em Portugal surge classificada como “menos eficiente do que muitos sistemas bancários na Europa”. Os critérios são o número de balcões (por mil habitantes) e de trabalhadores (em percentagem da população ativa).
“A redução em ambas as métricas foi menor do que na média da União Europeia a 15 países e do que nos vários Estados membros considerados”, observa. Embora reconheça o esforço de ajustamento até 2015, o banco central frisa que este “foi menor do que na média da UE 15 e do que nos vários Estados membros considerados”. “Note-se que o sistema bancário português, apesar da redução, manteve uma densidade de balcões claramente acima da média europeia, da Grécia e da Irlanda e apenas inferior ao caso espanhol”, acrescenta.
Economia portuguesa melhor
Já Rui Riso fala em “comparação manifestamente infeliz” e “questionável porque essa ideia é contraproducente em relação à necessidade de desenvolver a economia”.
O presidente do MAIS acrescenta ainda que “Portugal não é a Grécia e a economia está melhor do que a grega, talvez isso explique por que razão a densidade de agências é maior cá.”
Além disso, “há uma ideia errada subjacente a essa análise do BdP”. “O facto de dizer que haver menos agências é sinónimo de uma banca mais evoluída e renovada. De uma forma geral, os bancos não alteraram em nada os negócios tradicionais. Estão a fazer o que sempre fizeram, mas com menos pessoas”.
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