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Revisão do ACT: passo à frente, passo atrás

​A revisão global do ACT continua a marcar passo. Na sessão de negociações de terça-feira as instituições de crédito (IC) rejeitaram a maioria das propostas apresentadas pela Febase.

 

Sindicatos e instituições de crédito (IC) sentaram-se novamente à mesa no dia 27 de janeiro, para mais uma ronda negocial da revisão global do ACT, a primeira do novo ano. Em debate estiveram propostas de cláusulas apresentadas por ambas as partes, embora a maioria fossem da autoria da Febase.

Na reunião foram revisitadas várias matérias em que não houve entendimento em sessões anteriores e que, por isso, foram alvo de novas propostas de reformulação.

Em causa estavam temas como o regime de prestação de trabalho em dia de descanso complementar, o contrato de trabalho a termo, avaliação de desempenho, regime geral de trabalho por turnos, horários e prestação de exames dos trabalhadores-estudantes, ilicitude do despedimento e um conjunto de cláusulas relacionadas com férias.

Apesar do esforço da Febase para encontrar uma plataforma de entendimento, o grupo negociador das IC manteve uma postura de intransigência, recusando a maioria das propostas, precisamente com os argumentos apresentados anteriormente.

Por sua vez, os Sindicatos ficaram de analisar o clausulado respeitante à atividade sindical, proposto pelas IC.

A sessão resultou assim num impasse, sem resultados visíveis na evolução do processo.

A próxima reunião ficou agendada para 24 de fevereiro.

 

Novo Banco presente

 

A reunião ficou ainda marcada pelo regresso do Novo Banco à mesa de negociações. Depois do colapso do BES, a instituição que o substituiu deixou de estar representada na APB, criando um vazio no grupo das IC.

O ainda diretor de Recursos Humanos do Novo Banco, que em março assumirá idênticas funções no Banco de Portugal, apresentou a colega que desempenha agora o cargo e que passará a representar a instituição nas negociações.

Trata-se de um quadro do banco, que entrou no ex-BES em 1998 e até ao momento coordenava o departamento de unidades internacionais do Novo Banco.

 

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