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Que 2015 seja um ano melhor para todos

​Com o aproximar de um novo ano é tempo de fazer o balanço sobre o período que termina e de perspetivar o que se avizinha.

 

O ano de 2014 foi muito difícil para os portugueses, especialmente para trabalhadores e reformados. O combate ao défice e à dívida pública tem exigido sacrifícios extremamente pesados, que deixarão marcas profundas na sociedade.

A atividade económica continua débil e as falências sucedem-se, com consequências terríveis sobre o emprego. O número de pessoas sem trabalho mantém-se em níveis insustentáveis – com o consequente aumento da pobreza – e embora os últimos indicadores sejam menos negros estão longe de prenunciarem uma vida melhor para milhares de portugueses.

Como toda a sociedade em geral, também os trabalhadores bancários têm sido muito penalizados. Em 2014 o setor continuou a ser fustigado com um conjunto de situações que há uns anos seria impensável verificar-se na banca.

O encerramento de balcões sucede-se de norte a sul, com a consequente redução de efetivos. As rescisões mais ou menos “amigáveis” prosseguem. Um ano marcado a negro pelos casos de rescisões no Barclays e no BCP, os despedimentos coletivos no BBVA e na Parvalorem.

Para 2015 perspetivam-se mais dificuldades, mais sacrifícios. O Orçamento do Estado teima na austeridade, com cortes brutais na despesa social.

Tudo isto tem provocado uma profunda alteração nas estruturas da sociedade, a um ritmo que já não é de séculos, nem de décadas – mas de anos, por vezes mesmo de meses, se não de dias.

É preciso fazer respeitar, à escala global, os Direitos Humanos, no que se inclui muito em particular o direito a um trabalho digno, justamente recompensado e reconhecido como eixo fundamental para a valorização individual e progresso civilizacional.

Tão ou mais importantes do que no passado, os Sindicatos são hoje essenciais para a prossecução desse objetivo.

Neste momento especialmente complexo, o MAIS mantém-se firmemente empenhado em desenvolver o seu papel histórico em prol dos direitos dos associados.

O ano de 2015 vai ser de particular importância para a vida do Sindicato e dos trabalhadores que representa. As lutas que se avizinham não serão fáceis, dada a situação do País e a intransigência das entidades patronais – nomeadamente nas negociações para a revisão global do ACT do setor bancário.

Será também um ano de afirmação democrática e de participação cívica, na linha de uma tradição de oito décadas. Os associados vão ser chamados a escolher mais uma Direção para presidir aos destinos do Sindicato.

O MAIS é um património dos bancários. A participação de todos na vida e atividades do Sindicato é fundamental para manter viva e interventiva esta Instituição.

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