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Que 2014 traga algo mais que apenas esperança

​Com o aproximar de um novo ano é tempo de fazer o
balanço sobre o período que termina e de perspetivar o que se avizinha.

 

O ano de 2013 foi muito difícil para os portugueses, especialmente para trabalhadores
e reformados. O combate ao défice e à dívida pública tem exigido sacrifícios extremamente
pesados, que deixarão marcas profundas na sociedade.

A atividade económica continua débil e as falências sucedem-se, com
consequências terríveis sobre o emprego. O número de pessoas sem trabalho mantém-se
em níveis insustentáveis – com o consequente aumento da pobreza – e os últimos indicadores
estão longe de prenunciarem uma vida melhor para milhares de portugueses.

Como toda a sociedade em geral, também os trabalhadores bancários têm
sido muito penalizados. Em 2013 o setor continuou a ser fustigado com um
conjunto de situações que há uns anos seria impensável verificar-se na banca.

O encerramento de balcões sucede-se de norte a sul, com a consequente
redução de efetivos. As rescisões mais ou menos “amigáveis” prosseguem. Depois
de 2012 ter ficado marcado a negro pelos casos do Barclays, do Banif e do BCP,
2013 chega ao fim com a incerteza a pairar sobre os trabalhadores da Parvalorem
e novamente do BCP.

Na Função Pública e nas empresas que estão no perímetro do Estado – em
que se incluem algumas do setor bancário como a CGD, o Banco de Portugal e
diversos institutos – os trabalhadores mais uma vez viram os seus salários
sofrerem cortes, bem como a generalidade dos reformados.

Para 2014 perspetivam-se mais dificuldades, mais sacrifícios. O
Orçamento do Estado teima na austeridade, com cortes brutais na despesa social.

Tudo isto tem provocado uma profunda alteração nas estruturas da
sociedade, a um ritmo que já não é de séculos, nem de décadas – mas de anos,
por vezes mesmo de meses, se não de dias.

É preciso fazer respeitar, à escala global, os Direitos Humanos, no que
se inclui muito em particular o direito a um trabalho digno, justamente
recompensado e reconhecido como eixo fundamental para a valorização individual
e progresso civilizacional.

Tão ou mais importantes que no passado, os Sindicatos são hoje essenciais
para a prossecução desse objetivo.

Neste momento especialmente complexo, o MAIS mantém-se firmemente
empenhado em desenvolver o seu papel histórico em prol dos direitos dos
trabalhadores.

O ano de 2014 vai ser de particular importância para a vida do Sindicato
e dos trabalhadores que representa. As lutas que se avizinham não serão fáceis,
dada a situação do País e a intransigência das entidades patronais – nomeadamente
nas negociações para a revisão global do ACT do setor bancário.

O MAIS é um património dos bancários. A participação de todos na vida e
atividades do Sindicato é fundamental para manter viva e interventiva esta
Instituição.
 
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