Os trabalhadores portugueses trabalham, em média, 40,4 horas semanais. A negociação coletiva tem um peso importante na definição dos horários, conclui a Eurofound.
A Fundação Europeia para as Condições de Vida e do Trabalho (Eurofound) analisou o tempo de trabalho semanal nos países da União Europeia, em 2014, e constatou que a negociação coletiva tem um peso importante na matéria, ainda que com menor incidência nos países-membros mais recentes.
Os trabalhadores a tempo inteiro em Portugal trabalharam, em média, 40,4 horas por semana em 2014, estando entre os que mais trabalham na União Europeia, refere o relatório da Eurofound “Desenvolvimentos no tempo de trabalho acordado coletivamente”.
A Eurofound analisou a média de horas de trabalho semanal acordado coletivamente nos países da União Europeia e na Noruega.
O setor da banca foi o que registou a média mais curta numa semana normal de trabalho (37,6 horas) ao passo que o comércio registou a média mais longa, com 38,4 horas.
A negociação coletiva continua a desempenhar um papel importante no número de horas semanais na maioria dos 28 Estados-membros, embora esse peso diminua consideravelmente nos países que aderiram mais recentemente.
A natureza e extensão do papel da negociação coletiva cavam assim um fosso ainda demasiado grande para os países-membros mais recentes.
Horas a mais
O tempo de trabalho semanal negociado coletivamente na União Europeia manteve-se inalterado entre 2013 e 2014, cifrando-se, em média, em 38,1 horas. Nos 15 Estados-membros mais antigos, a semana de trabalho permaneceu 30 minutos mais curta que a média atual, enquanto nos países-membros recentes se tornou mais longa, em 90 minutos.
Eslováquia e Reino Unido registaram um aumento de 0,1 horas por semana em 2013, ao passo que em 2014 tiveram uma descida de 0,1 e 0,3, respetivamente. Em Espanha, o tempo de trabalho acordado coletivamente foi 0,5 horas mais alta em 2014 do que nos dois anos anteriores. A Suécia registou um aumento de 0,1 horas no mesmo período.
A França tem a média mais baixa, com 35,6 horas.
Em 20 dos 29 países analisados, o tempo de trabalho semanal dos trabalhadores a tempo inteiro foi maior do que a média acordada coletivamente.
A Roménia regista a taxa mais alta, com 41 horas. Seguem-se Luxemburgo e Reino Unido (40,9), Portugal (40,4), Alemanha (40,3) e Polónia (40,2).
Finlândia e França trabalharam 37,3 horas, menos 3,7 horas ou o equivalente a 4,3 semanas por ano do que os romenos.
Nos 28 Estados-membros, o tempo de trabalho semanal foi de 39,5 horas, em 2014, cerca de 1h24 a mais do que a média de horas acordada.
Destaque ainda para o número de dias de férias pagos, numa média de 25,1 dias por toda a UE.

