A instituição quer controlar a vida
dos trabalhadores fora do banco e saber para onde vão nas férias e nas folgas.
O Mais Sindicato já exigiu à administração a imediata correção do Regulamento e
alerta os sócios para contactarem os seus serviços jurídicos.
O Novo Banco não para de surpreender…
pela negativa.
A mais recente iniciativa contra os
trabalhadores foi uma alteração ao novo “Regulamento de suporte ao Plano de
Prevenção, Controlo e Vigilância do Novo Banco para a Covid-19”, que representa
uma flagrante ilegalidade.
Tendo em conta as normas
regulamentares que divulgou internamente, a instituição liderada por António
Ramalho pretende obrigar os trabalhadores a comunicarem à entidade patronal
para onde viajam quando estão de férias ou de folga, exigindo-lhes, no caso de viajarem
para fora do País, que suportem os custos de um teste de despistagem à
Covid-19.
Frontal oposição
O Mais Sindicato – cujos serviços
jurídicos já analisaram esta nova norma – considera que a sua admissão
constitui uma óbvia e ostensiva violação da lei, nomeadamente da reserva da
vida privada dos trabalhadores e do direito ao descanso e à desconexão.
E frisa: é absolutamente inaceitável e
intolerável que o Novo Banco pretenda controlar, vigiar e determinar para onde
os trabalhadores devem ir nas férias, nas folgas ou sempre que não estão ao
serviço da instituição e, como se não bastasse, ainda lhes imputa a
obrigatoriedade de assumir os custos de tal exigência.
Nesse sentido, o Mais Sindicato já
transmitiu à Administração do banco a sua veemente e frontal oposição a esta
ilegal alteração regulamentar, tendo solicitado a sua imediata correção.
Alerta
O Sindicato exorta todos os sócios
diretamente afetados por tal situação a reagirem a tão ostensiva violação dos
seus direitos, contactando os serviços jurídicos para lhes prestarem o apoio
necessário e esclarecer dúvidas.
Como habitualmente, o Mais Sindicato
está atento e interventivo e continuará sempre a atuar firmemente na proteção dos
trabalhadores que representa, defendendo soluções justas, adequadas e legais
para os tempos que se adivinham – e não compactuará com atentados à legalidade
e aos direitos dos seus associados.
Redução de pessoal?
Face às notícias que reiteradamente têm
vindo a público na comunicação social referentes a uma eventual redução do
quadro de pessoal, o Mais Sindicato solicitou novamente uma reunião com caráter
de urgência para obter esclarecimentos.
E aproveita esta oportunidade para
lamentar e repudiar o comportamento da administração do Novo Banco, que tem
ignorado todas as solicitações que lhe tem feito nesse sentido.
O Mais Sindicato está atento e atuante na defesa dos direitos
dos sócios.
Os trabalhadores do Novo Banco podem contar com o seu Sindicato.

