O Novo Banco tem feito parte das preocupações dos portugueses ao longo dos últimos dois anos, pelos mais diversos motivos.
Dos indignados do BES à sustentabilidade do sistema financeiro português, as páginas dos jornais têm divulgado a mais diversa informação de forma repetida, como foi o caso do despedimento coletivo de um milhar de trabalhadores.
O MAIS, à semelhança de todas as outras estruturas representativas dos trabalhadores, reuniu-se com a administração para obter esclarecimentos sobre essa possibilidade, que foi confirmada.
Nessa reunião, o MAIS obteve informação genérica e global sobre o universo de trabalhadores que poderia vir a estar em causa no projeto de reestruturação apresentado à DGCom e validado por esta entidade. Foi com base nessa informação que foram proferidas as informações referidas pela Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT) do Novo Banco em frases descontextualizadas de uma entrevista concedida ao Jornal I pelo presidente do SBSI e que aquela CNT diz ter lido atentamente. Os comentários e as insinuações que tecem no comunicado de 08/07/2016 são reveladores de que não o fizeram.
A CNT do Novo Banco, de acordo com a legislação em vigor, é a interlocutora no processo de despedimento coletivo em desenvolvimento na instituição e por isso dispõe de informação privilegiada sobre a matéria.
A nós cabe-nos procurar proteger e apoiar os associados e em variadíssimas ações que desenvolvemos conseguimos retirar do despedimento coletivo muitos trabalhadores, pelo que, quanto à capacidade de defesa dos trabalhadores, estamos entendidos.
Tendo a CNT a informação detalhada dos ainda alvo do despedimento coletivo e para total esclarecimento dos trabalhadores do NB que estão no local de trabalho, seria de toda a utilidade a divulgação dos níveis remuneratórios de cada um dos visados e, no caso de se encontrarem na situação de pré-reforma, a idade e o número de anos em que se encontram nessa situação, bem como o eventual benefício dos fundos de pensões complementares.
A complexidade da situação merece total transparência. Não pode ser tabu.
Rui Riso
Presidente do MAIS
