Maria Luís Albuquerque garantiu hoje à UGT a salvaguarda dos postos de trabalho do BES. A Febase não aceita que a reestruturação do banco seja feita à custa dos trabalhadores.
A UGT – central sindical onde estão filiados os Sindicatos dos Bancários da Febase – viu hoje garantida pela ministra das Finanças, em contacto telefónico, que a solução encontrada para o BES pelo Governo, Banco de Portugal e Comissão Europeia defende os interesses dos trabalhadores da instituição de crédito.
Também o governador do Banco de Portugal garantiu, na sua comunicação televisiva, que a solução para o BES não terá impacto para os seus trabalhadores.
A Febase deixa claro que depois de a ministra das Finanças e o governador terem garantido a manutenção dos postos de trabalho, não aceitará de forma alguma que mais uma vez a reestruturação de um banco seja feita à custa dos trabalhadores e dos seus postos de trabalho.
A Federação pretende não apenas ser ouvida sobre a reestruturação do banco, mas intervir no processo, pois só assim os trabalhadores serão efetivamente defendidos. Uma posição que será transmitida à comissão executiva do agora denominado Novo Banco, a quem tinha já sido solicitada uma reunião.
Quando o Governo assume estar a economia nacional num momento de expansão, é absolutamente necessário ao Novo Banco ter ao seu serviço trabalhadores especializados, competentes e dedicados como os do BES provaram ser.
Relativamente à gestão dos ativos tóxicos do BES, a Febase considera que esta deverá ser feita pela Parvalorem, defendendo a suspensão imediata da redução de efetivos nesta empresa pública.
O facto de a Parvalorem ter sido constituída para gerir os ativos tóxicos de um banco nacionalizado não pode nem deve ser impeditivo de prestar serviços a outras entidades, evitando dessa forma a perda de mais postos de trabalho.

