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Manifestação já teve efeitos

​A primeira consequência aí está: um dia depois da
manifestação de bancários, a Comissão de Trabalho chamou ao Parlamento, com
caráter de urgência, o presidente da comissão executiva do Santander
para prestar esclarecimentos sobre o plano de
reestruturação do banco. Prevê-se que o mesmo aconteça com o BCP.

Os bancários concentraram-se
frente à Assembleia da República no dia 13 para exigir a intervenção do poder
político na gravíssima situação que estão a viver.

E logo no dia
seguinte,
os deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social
decidiram, por unanimidade, chamar ao Parlamento, com caráter de urgência, o
presidente da comissão executiva do Banco Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, para prestar esclarecimentos
sobre o plano de reestruturação do banco.
Na mesma sessão ainda será
ouvida a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Prevê-se que também Miguel Maya, presidente da comissão
executiva do BCP, seja chamado para audição.

A manifestação dos bancários foi considerada “histórica”
pela Comissão Parlamentar de Trabalho.

 

Vai valer a pena
O MAIS é a voz dos bancários – e continuará a dar a cara por
eles, como tem feito até agora.

Esteve na linha da frente ao reunir-se, juntamente com SBC e
o SBN, com os grupos parlamentares do PS, PSD, PCP, BE e Os Verdes e, não menos
importante, com a ACT, expondo as pressões e ameaças dos bancos para obrigar os
trabalhadores a renunciarem aos seus postos de trabalho.

E em prol da defesa dos bancários, o MAIS pôs de lado as diferenças e fez os
esforços necessários para, pela primeira vez, reunir os sete sindicatos do
setor numa luta conjunta.

Assim, organizou-se a grande manifestação da classe e em nome de todos fizeram
chegar ao Parlamento o desespero daqueles que representam, tendo sido recebidos
pela vice-presidente da Assembleia da República.


Desistir, nunca!

O MAIS Sindicato sabe bem o medo que sentem os
bancários, há meses ameaçados com processos de despedimento coletivo caso os
pseudo-processos de reestruturação não tenham a conclusão desejada pelos bancos
– por isso assume a luta: é e será sempre a sua voz.

O MAIS confirma e repete: as decisões tomadas e as diligências efetuadas valem
a pena!

O Sindicato continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance na defesa dos
bancários – adotará todas as medidas que, em cada momento, garantam a
manutenção dos postos de trabalho.

O MAIS não desistirá de defender os bancários!

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