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Jornada mundial pelo trabalho decente

​A insegurança laboral afeta milhões de pessoas e os atuais níveis de desigualdade são os mais elevados da história. A jornada de 7 de outubro volta a exigir justiça para os trabalhadores. Uma data assinalada também em Portugal.

 

O movimento sindical volta a promover uma jornada global pelo trabalho decente, com uma diversidade de iniciativas em países de todo o mundo, de atividades nos locais de trabalho a ações públicas.

Quando nos últimos dois anos metade das famílias trabalhadoras experienciou o desemprego ou uma redução no trabalho e 1.200 milhões de pessoas subsistem na mais extrema pobreza, a exigência do movimento sindical adquire ainda mais sentido.

Sob o pretexto da crise, as condições de trabalho degradaram-se significativamente. “Os direitos fundamentais, nomeadamente à representação sindical e à negociação coletiva, estão ameaçados em muitos países e objeto de ataques diretos”, denuncia em comunicado Sharan Burrow, secretária-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), uma das organizações promotoras da jornada mundial.

“Os empregadores tentam, inclusive, minar o direito à greve, pondo em causa décadas de reconhecimento legal deste direito fundamental da OIT”, acrescentou a dirigente sindical.

Para a CSI, na qual a UGT está filiada, são muitos os governos que não protegem os trabalhadores nem conseguem construir um futuro sustentável para as próximas gerações.

 

Preocupações com o clima

 

As alterações climáticas preocupam igualmente os sindicatos mundiais, pelo que a jornada de 7 de outubro exige também justiça nessa área.

“Catástrofes meteorológicas ocasionadas pelas mudanças climáticas estão já a ceifar vidas e a destruir meios de subsistência, sem que os líderes políticos tenham reunido a coragem suficiente para alcançar um acordo sobre o clima”, critica Sharan Burrow.

Lembrando que não haverá empregos num mundo morto, a CSI considera que se os governos tomassem medidas para reduzir a contaminação devido às emissões de carbono e para equipar as comunidades e as indústrias para enfrentarem o desafio climático poderiam criar muitos postos de trabalho.

 

Contra o modelo dominante

 

Para a organização sindical, o modelo económico global dominante está a destruir o emprego e a devastar o planeta, o que debilita a democracia e mina a justiça para todos.

“O movimento sindical internacional é a força mais capaz de defender a democracia e de lutar pela justiça e por um futuro sustentável”, frisa a secretária-geral da CSI, concluindo:

“Juntos podemos reforçar o poder dos trabalhadores, organizarmo-nos para pedir contas aos políticos e às empresas e para transformar o falido sistema económico atual num que traga prosperidade para todos e um planeta sustentável.”

 

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