Numa recente prosa publicada num jornal de economia, o responsável de uma organização sindical parcial* procura responsabilizar os sindicatos da FEBASE, onde o MAIS está integrado, por impedir e/ou inviabilizar a recuperação de rendimentos dos bancários pela circunstância de ter sido recusada uma mesa negocial comum a todos os sindicatos, proposta por aquele sindicato.
- Para além desta acusação, o mesmo responsável, numa atitude narcisista tece inaceitáveis e insultuosas considerações sobre os dirigentes sindicais da FEBASE e, consequentemente do MAIS.
O MAIS é, seguramente, um dos maiores sindicatos, senão mesmo o maior, com um reconhecido passado na luta por mais e melhores direitos para os bancários e pela defesa da liberdade e independências sindicais.
Ao contrário, a organização do citado responsável não tem passado nem história sindical e sempre andou a reboque daqueles que agora critica, não se conhecendo qualquer ação sindical digna de registo. Dir-se-á, aliás, que a posição pública mais notada foi a que se prendeu com os lesados do BES assente, ao que consta, na circunstância de ter feito desastrosos investimentos em produtos daquela antiga instituição de crédito.
Ainda recentemente anunciaram que tinham adquirido o número de ações necessário para marcar presença nas assembleias gerais de acionistas de vários bancos para que, segundo dizem, influenciar os respetivos acionistas. Se o ridículo e a demagogia pagassem imposto, os valores a cobrar seriam violentos!
Por outro lado, os dirigentes sindicais, nomeadamente os do MAIS, alvo da prosa em apreço, não auferem qualquer remuneração para além daquela que é processada pela respetiva entidade empregadora. Ao contrário, e ao que parece, os dirigentes da estrutura que aquele responsável representa auferem, para além de outras mordomias, generosas remunerações do sindicato.
Sempre evitámos enveredar por este tipo de polémicas mas, em nome da verdade e da história, não era possível ficarmos em silêncio. Pela nossa parte, continuaremos a pugnar pela defesa dos bancários que representamos, na certeza de que assim honraremos o nosso passado.
A DIREÇÃO
*Parcial porque representa apenas uma parte dos trabalhadores, de acordo com o nome e os estatutos

