A nova ronda negocial de revisão do ACT, que se realizou esta manhã, não trouxe avanços, já que as instituições de crédito (IC) mantiveram a sua posição relativamente a alguns temas de mais difícil entendimento. As partes vão prosseguir o diálogo nas matérias referentes ao Código do Trabalho.
O Grupo Negocial das Instituições de Crédito (GNIC) informou hoje a Febase que os bancos subscritores do ACT do setor bancário não estão disponíveis para alterar a proposta apresentada na última sessão, nomeadamente no que se refere a promoções por mérito e por antiguidade e ao prémio de antiguidade.
Esta posição foi justificada com o facto de a proposta significar um esforço de aproximação ao documento da Febase, não tendo os bancos condições para ir mais longe, e lembrando a evolução alcançada desde o início das negociações, em 2012.
Como a Febase sublinhou na sessão de 23 de setembro e reafirmou numa posição formal enviada ao GNIC, a proposta das IC é ainda insuficiente para um entendimento nestas matérias.
O GNIC adiantou estar a ultimar um documento para debate sobre as normas do Código do Trabalho que as IC aceitam ver transcritas para a futura convenção, em resposta ao projeto apresentado pela Febase sobre o tema.
Assim, as partes decidiram prosseguir as negociações com a discussão de algumas cláusulas ainda pendentes e das normas da lei a integrar no ACT.
A próxima sessão está agendada para 21 de outubro.

