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Greve geral dia 27 de junho

​A UGT decretou greve geral para dia 27 de junho, convergindo na ação com a CGTP. Os sindicatos da Febase apoiam a paralisação e vão emitir o respetivo pré-aviso. Os bancários lutam pela defesa do emprego no setor.
 
Os sindicatos da Federação vão emitir pré-avisos de greve para dia 27, abrangendo os trabalhadores bancários e dos seguros.
 
Face à situação laboral e ao desemprego no setor financeiro, a Febase e os seus sindicatos apelam a todos os trabalhadores para aderirem à greve geral.
 
Os trabalhadores bancários vivem um momento de grande instabilidade laboral, que não acontecia desde os anos 30 do século passado.
 
A recapitalização da banca está a ser paga pelos trabalhadores, que sob a “capa” das rescisões de contrato estão a sair da banca aos milhares.
 
A Febase considera que esta situação não pode continuar. Os postos de trabalho não podem ser moeda de troca para os bancos recorreram à linha de recapitalização do Estado.
 
Além disso, as instituições de crédito estão a aproveitar-se da atual situação do País para implementar medidas que de outra forma não teriam coragem de fazer. Só assim se explica a denúncia do ACT e a intransigência à mesa de negociações.
 
Por tudo isto, os bancários têm muitas razões para protestar, aderindo à greve geral.
 
Contra a intransigência
 
A paralisação decretada pela UGT é um protesto à intransigência negocial do Governo e uma exigência de defesa da dignidade dos trabalhadores, dos reformados e dos jovens.
 
Em conferência de imprensa, o secretário-geral anunciou: “Esta é uma decisão dos órgãos da UGT, tendo em conta o momento que o País atravessa e contra a intransigência negocial que o Governo tem revelado nos últimos tempos na administração pública e no Setor Empresarial do Estado.”
 
Carlos Silva lembrou que não faltam motivos para os portugueses estarem descontentes, referindo nomeadamente o elevado desemprego, prestes a ultrapassar o milhão de pessoas.
 
A greve geral é também uma resposta ao momento que se vive na concertação social; ao incumprimento, pelo Executivo, de algumas matérias do Acordo para a Competitividade, o Crescimento e o Emprego que a UGT assinou em 2012; ao bloqueio da negociação coletiva; à não publicação das Portarias de Extensão; e ao congelamento do salário mínimo, que o Governo não aumenta “com o argumento da troika”.
 
A UGT assume a greve como última alternativa. “Não o fazemos de bom grado. Queremos manter as portas abertas à negociação, mas importa que o Governo perceba que uma negociação não é uma imposição”, afirmou Carlos Silva.
 
 
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