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Febase entrega proposta ao BCP

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A Febase iniciou já negociações
formais com o BCP sobre um eventual reajustamento salarial temporário no banco
que evite o despedimento coletivo. Está em debate a proposta da Federação.
A resposta da Febase à proposta da
administração do BCP de negociar com os sindicatos as implicações para os
trabalhadores do acordo celebrado
entre o banco e a Direcção
Geral da Concorrência Europeia (DGComp), no âmbito do plano de recapitalização,
foi já entregue ao banco e está neste momento a ser debatida entre as partes.
A Federação admite
negociar um reajustamento salarial temporário para vigorar até ao final de 2017,
reembolsável, desde que respeite alguns princípios fundamentais. Assim, terão
de ser sempre salvaguardados o vencimento base (valor do nível), as
diuturnidades e o subsídio de almoço.
A Febase propõe
que até aos mil euros de salário ilíquido não haja reajustamento salarial. A
partir desse valor, o reajustamento poderá ir de 3% a 12,5%, em função da
retribuição mensal efetiva.
Os Sindicatos da
Federação reclamam ainda ao BCP dois planos, com incentivos: um de pré-reformas
e outro de rescisões voluntárias de contrato, ambos abertos a todos os
trabalhadores do banco, dentro de parâmetros a definir.
Recorde-se que
para cumprir o acordo com a DGComp, o banco terá de fazer uma redução nos
custos com pessoal, de forma a não ultrapassar os 396 milhões de euros no final
de 2015 e os 392 milhões no fim de 2017, e um número máximo de trabalhadores de
7.747 e 7.500, respetivamente.
Por outro lado,
a Febase defende que o valor do reajustamento salarial deve ser tido em conta
nos créditos à habitação e pessoais dos trabalhadores, em valor igual.
Os Sindicatos
reclamam ainda a dispensa do dever de assiduidade dos trabalhadores, num número
de dias a acordar com o banco.
Os Sindicatos da
Febase só aceitaram esta negociação tendo presente o superior interesse de
evitar um despedimento coletivo no BCP que, a concretizar-se, poderá atingir
cerca de 1.800 trabalhadores.
 
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