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Febase critica mais rescisões no Barclays

​Os Sindicatos da Febase manifestaram à administração do Barclays em Portugal a sua insatisfação face ao novo plano de rescisões no banco.

 

Numa reunião realizada ao final da tarde de dia 30 de setembro, a pedido da administração do Barclays, a Febase tomou conhecimento do novo plano de reestruturação do banco em Portugal, que prevê a redução de 60 a 70 balcões e a rescisão de contrato por mútuo acordo com 350 a 400 trabalhadores.

O plano será aberto a todos os trabalhadores, através de candidatura. O Barclays tem atualmente um quadro de 1.464 efetivos e um total de 147 balcões.

Os Sindicatos da Febase reafirmaram a posição defendida nas anteriores reestruturações, de que não aceitarão qualquer tipo de pressão sobre os trabalhadores.

Questionada pela Federação, a administração adiantou pretender ter o processo concluído até ao final do primeiro trimestre de 2015, admitindo uma interrupção durante o período natalício.

A Febase manifestou a sua crítica aos responsáveis do banco, considerando este comportamento inadmissível. A quando da implementação em Portugal, o Barclays recrutou trabalhadores de outras instituições com a promessa de um bom futuro profissional e agora descarta-os como se fossem um simples bem material, comprometendo seriamente a sua vida pessoal e familiar.

A Febase lamenta esta atitude do Barclays, que desde 2011 apresenta sucessivos planos de rescisão de contratos de trabalho, sempre com a promessa de que é o último – mas, algum tempo depois, surge mais um.

A Federação espera que de uma vez por todas o banco defina a sua política para a Europa, de forma a tranquilizar os trabalhadores quanto ao seu futuro.

Neste novo plano de reestruturação, e ao contrário do que sucedeu nos anteriores, o processo será debatido entre o banco e a recém-criada Comissão Nacional de Trabalhadores, estrutura a quem, nos termos da lei, compete a intervenção.

No entanto, a administração do Barclays comprometeu-se a manter os Sindicatos informados sobre o decorrer do processo.

E embora caiba à Comissão Nacional de Trabalhadores a instrução ativa e direta do plano de rescisões, a Febase vai acompanhar atentamente o seu desenvolvimento, e sempre que surjam novos elementos informará de imediato os seus associados.

Os Sindicatos da Febase reafirmam a sua total disponibilidade para acompanharem os sócios, que devem, sempre que necessitem, dirigir-se aos respetivos serviços jurídicos.

 

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