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Especialistas debatem futuro do modelo social europeu

​Mais de uma centena e meia de especialistas debatem o futuro do modelo social europeu no âmbito da conferência anual da Eurofound.

 

Termina hoje a conferência anual da Eurofound, a agência tripartida da União Europeia dedicada à investigação e desenvolvimento de políticas sociais e de trabalho, que tem como tema em destaque “O futuro do modelo social europeu: novas perspetivas para as relações laborais, a política social e de emprego na Europa?”.

Ao longo de dois dias, mais de 160 investigadores da área das relações laborais debatem os resultados dos seus trabalhos académicos, num intercâmbio de informação que poderá auxiliar os decisores políticos europeus a interpretar a realidade e a desenhar novas políticas.

A conferência recebeu 124 trabalhos de investigadores, dos quais 102 foram incluídos no programa de apresentação e 85 divulgados na página online da Eurofound.

Entre eles encontram-se cinco trabalhos de investigadores de universidades nacionais e mais um de uma cientista portuguesa, Isabel da Costa, que desenvolve atividade no CNRS de França.

Os trabalhos portugueses em debate são:

– “Emprego e divergência social na Europa: a exclusão social de trabalhadores com deficiência e a sua proteção no Direito de Trabalho português”, da autoria de Teresa Coelho Moreira, da Universidade do Minho;

– “Austeridade neoliberal e a reconfiguração dos sistemas de emprego e de relações industriais relativamente ao modelo liberal: o caso de Portugal”, de Maria da Paz Campos Lima, do ICTE-IUL;

– “Perceções dos sindicatos sobre trabalhadores jovens no setor dos serviço em tempos de crise”, de João Dias, Ilona Kovács e Maria da Conceição Cerdeira, da Universidade de Lisboa;

 – “Rumo a uma avaliação das estratégias dos sindicatos portugueses no contexto de austeridade e de ajustamento: os discursos dos líderes sindicais numa análise sociológica e política”, de Alan Stoleroff, do ISCTE-IUL;

 – “O impacto da crise e das medidas de austeridade nas relações laborais em Portugal”, também da autoria dos investigadores da Universidade de Lisboa João Dias, Ilona Kovács e Maria da Conceição Cerdeira.

 

 

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