Os reformados do BCP caminham para uma situação absolutamente inaceitável e que carece de ser revertida.
Efetivamente, há já vários anos que os reformados do Grupo BCP não beneficiam de qualquer aumento nas suas pensões o que, nos dias de hoje, se torna cada vez mais insustentável.
Todos temos consciência de que o Setor Bancário português atravessou uma acentuada crise e que uma das Instituições mais afetadas foi o BCP, mas todos sabemos, também, que os trabalhadores bancários foram alheios a essa crise. O problema é que, mesmo sem terem tido qualquer responsabilidade, acabaram por sofrer as consequências, quer em termos de aumentos salariais quer em termos da redução de postos de trabalho!
No caso concreto do BCP houve mesmo, durante um período de três anos, a redução de salários (em média de 6%) dos trabalhadores do ativo. Tal redução cessou em julho do ano passado, mas ainda continua por devolver a soma dos valores retidos. Convém, aliás, salientar que a intenção era, também, proceder a alguns cortes nas pensões pelo mesmo período de três anos. Tal pretensão foi frontalmente contestada pelo MAIS e a intenção do banco não passou de isso mesmo.
Numa altura em que se concluiu a revisão da tabela salarial do ACT, com aumentos médios de 0,75% e que, como é sabido, não abrange todas as instituições, é o momento de se pressionar os bancos que possuem convenções coletivas próprias – como é o caso do BCP – para iniciarem processos de negociação de revisão salarial.
Claro que já é expectável que o MAIS venha a ser confrontado com a mesma argumentação de outros bancos, isto é, que não é possível dar aumentos acima dos 0,75% aos trabalhadores do ativo porque, sendo a tabela dos reformados indexada à do ativo, significaria que quanto maior for o aumento salarial, maior é o esforço financeiro para provisionar os Fundos de Pensões e que esse provisionamento é feito à custa dos capitais próprios do banco.
Não ignorando que essa argumentação tem muito de sustentável, importa perspetivar outra(s) forma(s) de compensar os reformados do BCP, seja através de uma compensação anual ou de outro qualquer expediente.
Numa coisa estamos certos e empenhados: É TEMPO DE OS REFORMADOS DO BCP VEREM OS SEUS RENDIMENTOS MELHORADOS!
Pela nossa parte, tudo faremos para que isso seja uma realidade.
A DIREÇÃO DO MAIS

