O Dia Internacional da Mulher, que se celebra a 8 de março, é um marco na luta das mulheres por condições de trabalho e salários dignos.
Mais de século e meio depois da greve das operárias têxteis de Nova Iorque, os trabalhadores e as trabalhadoras portuguesas veem-se novamente envolvidos na mesma luta: as condições de trabalho e os salários têm sofrido uma enorme deterioração.
Muitas das conquistas alcançadas ao longo de anos foram postas em causa devido à crise, mas também através de uma série de alterações no Código do Trabalho.
As mulheres têm sido as mais afetadas pelo clima recessivo, marcado pelo desemprego e pelas pressões das entidades patronais para que prescindam do usufruto dos seus direitos, dificultando cada vez mais a conciliação entre o trabalho e a família.
Durante as quatro décadas de Democracia, os sindicatos foram os principais impulsionadores das mudanças: desenvolveram um papel extremamente ativo nos locais de trabalho e lutaram pela igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, combatendo todo o tipo de discriminação.
Porque a crise não pode ser sinónimo de retrocesso, é preciso manter viva a memória do Dia Internacional da Mulher, aproveitando a celebração para denunciar atropelos e defender o que foi conquistado. Todas (os) Juntas (os).
O MAIS junta-se à campanha da UNI-Europa pela defesa da igualdade de género e melhores salários.
