Quando se celebra o Dia dos Direitos Humanos, a Confederação Sindical Internacional (CSI) alerta para o risco em que se encontra um dos mais fundamentais dos direitos: o direito à greve.
Assinala-se hoje 60 anos desde que as Nações Unidas declararam o 10 de dezembro como o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Uma celebração marcada pelo ataque das organizações patronais ao direito à greve, que pretendem eliminar do Direito Internacional.
As organizações patronais querem “modificar para pior e para sempre o equilíbrio de poderes existente nos locais de trabalho e na sociedade”, acusa a CSI.
“Eliminar o direito à greve convertia-nos a todos em escravos. Não vamos permitir que isso aconteça”, frisa a confederação sindical.
A CSI lembra que praticamente todos os países do mundo reconhecem o direito à greve e em cerca de 90 está mesmo consagrado na respetiva Constituição.
“Durante mais de 100 anos, sempre que empregadores e governos se negaram a dialogar e a negociar, impondo a sua vontade, os trabalhadores enfrentaram os riscos e fizeram greve – e isso não vai mudar”, avisa a CSI.

