O jornal publicou na edição de hoje, dia 13 de julho, o protesto do MAIS sobre afirmações falsas que envolveram o presidente da Direção. Eduardo Cintra Torres assumiu o seu erro e enviou um pedido de desculpas.
Na sequência da entrevista a Eduardo Cintra Torres, onde este acusava o presidente do MAIS de usufruir um salário pelas suas funções sindicais, o Correio da Manhã publicou, ao abrigo do Direito de Resposta, a declaração de Rui Riso que repõe a verdade dos factos.
Também Eduardo Cintra Torres assume o erro da declaração proferida e enviou um pedido de desculpas ao Sindicato e ao seu presidente.
Para esclarecimento de todos os associados, divulga-se o texto publicado no jornal e a carta de Eduardo Cintra Torres.
Leia o Direito de Resposta aqui
Carta de Eduardo Cintra Torres:
Exmo Senhor
Dr. Rui Riso
Presidente do
Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas
Caxias, 12 de
Julho de 2018
Caxias, 12 de Julho de 2018
Exmo Senhor,
Tomei conhecimento do texto enviado pela direcção do Sindicato que V.Exa preside, ao abrigo da legislação em vigor, respondendo a um extracto de uma entrevista que me fez o Correio da Manhã para a sua revista Domingo, publicada na edição de 1 de Julho de 2018.
Segundo a informação que me foi prestada pela Direcção do Correio da Manhã, o seu Direito de Resposta será publicado amanhã, sexta-feira, 13 de Julho.
Apresso-me, porém, a escrever-lhe esta carta.
Quero pedir-lhe formalmente desculpa pelo meu erro que, como refere, se deveu à falta de confirmação pela minha parte relativamente ao nome do sindicato que eu pretendia mencionar.
A falha é exclusivamente minha e não da entrevistadora, da revista Domingo ou do Correio da Manhã.
O meu pedido de desculpa é pessoal, dirige-se-lhe a si, na qualidade de presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, e ao próprio Sindicato.
Estou certo que compreende a minha confusão, dado que bem recentemente, em meados do mês de Junho, poucos dias antes de eu dar a entrevista à Domingo, foi noticiado na imprensa portuguesa que o presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários “acumula o vencimento do Novo Banco com o das suas funções sindicais, tendo ainda nos últimos anos visto os seus encargos com deslocações aumentar”, atingindo os 11 mil euros mensais, de acordo com a notícia que cito (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/presidente-do-sindicato-da-banca-recebe-11-mil-euros-por-mes-321384). A notícia teve eco em vários media, como se pode facilmente verificar numa busca na Internet.
Tratando-se de um sindicato da mesma área profissional, e sendo V.Exa não só presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas como deputado na Assembleia da República, instituição com amplo acesso à informação noticiosa, estou confiante de que terá tido acesso a esta notícia. Ela patenteia que a falha de que me penitencio — não ter indicado na entrevista o nome correcto do sindicato — foi resultado de um lapso e não de qualquer outra intenção.
Desta forma, compreenda que, da mesma forma que o magoou a publicação no jornal do meu erro por falta de verificação no âmbito da entrevista, me magoa que seja impresso no jornal, não o esclarecimento do seu Sindicato, que é absolutamente devido, mas a expressão de que a minha falha se tratou de uma “ignóbil acusação”. Não só o contexto permitia compreender que não era uma acusação como menos ainda ignóbil. Tratava-se de exemplificar para o público leitor, que decerto as desconhece, o que foi a vida terrível dos operários portugueses há 115 anos e a terrível dificuldade da vida sindical, através da comparação com circunstâncias institucionais do actual sindicalismo nacional. O meu livro, que é um estudo de história, de comunicação e de sociologia, não pretende dar lições de moral a ninguém, apenas relatar e analisar um grande acontecimento esquecido da história do movimento social dos trabalhadores portugueses: a greve geral da 1903 no Porto. Espero que o livro agrade aos leitores que se interessam por estes temas, nomeadamente os que estão envolvidos no movimento sindical.
A excelente jornalista que me entrevistou, procurou, como lhe compete, que a entrevista abrisse caminhos de interesse na leitura para o cidadão de 2018. São realidades tão incrivelmente diferentes, 1903 e 2018! Nesse sentido, usei o exemplo do vencimento do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários, que tinha acabado de sair nos jornais.
Nada do que escrevo serve para justificar o meu erro. Assumo sempre os meus erros factuais. Não têm sido muitos, felizmente, mas magoam-me tanto como aos que, se é esse o caso, são prejudicados pela minha falha, como sucedeu consigo. Por isso, reitero o meu pedido de desculpa, considerando que a publicação do direito de resposta do sindicato a que preside é suficiente para repor a verdade sobre a falha involuntária que proferi na mencionada entrevista.
Agradeço que, se não for um incómodo para si, dê conhecimento desta minha carta aos seus colegas de Direcção.
Com os melhores cumprimentos,
Eduardo Cintra Torres

