A equipa que vai dirigir os destinos do Mais Sindicato nos próximos quatro anos foi empossada ontem, dia 19 de abril, e hoje a nova Direção vai nomear o presidente.
Numa cerimónia bastante concorrida que encheu o auditório Delmiro Carreira, na sede da UGT, a presidente cessante da Mesa da Assembleia Geral deu posse à nova MAG. Num discurso emocionado, Paula Viseu agradeceu aos outros membros da Mesa o apoio e empenho e aos sócios que “não de dirimiram do seu direito de escolha” e “escolheram, valorizaram e votaram de forma clara uma lista com um projeto que dignifica os bancários”.
“E agora vou viver outras realidades pessoais”, disse despedindo-se assim das suas funções no MAIS e das lides sindicais, após anos de dedicação e trabalho não só no Sindicato mas também na UGT e no Secretariado do BPI.
Cumprir as regras
E foi já a nova presidente da MAG, Vânia Ferreira, quem deu posse aos novos Corpos Gerentes e à estrutura sindical do Mais Sindicato vencedores das eleições de 28 e 29 de março.
“Esta MAG assumirá o compromisso com total de dedicação. O trabalho da MAG será norteado por princípios como o rigor, transparência e respeito”, frisou Vânia Ferreira, adiantando que o MAIS “é uma organização muito bem estruturada, com regras bem definidas e todos os que hoje assumem funções devem ter sempre presente que o cumprimento dessas regras – através dos Estatutos, Regulamentos e Normas – devem ser integralmente respeitadas. A MAG vai ser intolerante relativamente a este tema.”
“Espero estar à altura de todos os meus antecessores”, disse, dirigindo-se a Manuel Camacho, Mendes Dias e Paula Viseu (presentes na sala) e, sobretudo à sua antecessora: “Obrigada, Paula, ensinaste-me muito.”
Empenhados
Antes da primeira intervenção de António Fonseca enquanto representante da lista vencedora, intervieram ainda Alberto Simões (SBN) enquanto secretário-geral em exercício da Febase, e Mário Mourão, secretário-geral da UGT e líder da Tendência Sindical Socialista, que salientaram a importância do MAIS na Federação e na central sindical, bem como o empenho de todos, unidos, em prol dos trabalhadores.
Arregaçar as mangas
E perante uma plateia repleta de sindicalistas e dirigentes sindicais e onde não faltaram deputados do PS e do PSD (todos os partidos foram convidados, embora só estes estivessem representados) e representantes da APB, do BdP, do BST, Montepio e BBP, António Fonseca salientou: “Temos quatro anos de desafios pela frente. Vamos arregaçar as mangas e trabalhar!”
O recém-empossado vogal da nova Direção, que lembrou Delmiro Carreira como amigo e referência maior”, salientou os “últimos anos desastrosos” para os bancários, que sob o pretexto da digitalização sofreram a destruição de milhares de postos de trabalho através de reformas antecipadas, rescisões “e até despedimentos”, “apesar de os bancos apresentarem sempre mais lucros”.
“Os acionistas têm de ter mais cuidado com os seus trabalhadores e ex-trabalhadores, os reformados”, advertiu, referindo-se aos aumentos salariais.
Criticando as negociações assentes em escritórios de advogados sem poder de decisão, António Fonseca foi claro: “Precisamos de aumentos salariais. Os lucros também têm de se refletir nos trabalhadores. É urgente trabalhar na tabela retributiva, com aumentos salariais justos, acompanhando os lucros.”
“Os bancos não podem esquecer-se dos seus reformados”, frisou, adiantando que é preciso também regulamentar o teletrabalho e a conciliação entre vida profissional e pessoal.
E terminou referindo-se ao SAMS, que muito contribui para a saúde dos bancários, mas que enfrenta uma despesa cada vez maior. “Deixo um apelo aos bancos: preocupem-se também com a sustentabilidade do SAMS. Precisamos de mais comparticipações.”

