Depois da reunião com a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), a Federação do Sector Financeiro (FEBASE) saiu com a garantia de que os trabalhadores só sairão se assim for o seu desejo.
“A garantia é de que só sairá da Caixa quem não quiser ficar, nas rescisões por mútuo acordo, caso venham a acontecer, e nas reformas antecipadas que vão continuar”, afirmou Rui Riso, após a reunião com o novo presidente da CGD, António Domingues.
Para além disso, Rui Riso afirmou ser provável que haja alteração nas regras das reformas antecipadas, uma vez que centenas de trabalhadores já saíram do banco num processo semelhante nos últimos meses e que terão de ser dadas novas condições para que mais trabalhadores queiram sair.
Durante a reunião, o dirigente referiu que as “pessoas estão francamente entusiasmadas” e que a “grande missão” agora é a recapitalização do banco, que é aí que “será posta toda a energia”.
“É importante que este processo [de recapitalização] se conclua com paz, porque também acalma as preocupações sobre sistema financeiro português”, considerou Rui Riso.
Só após este processo é que a administração da CGD conta fazer a reestruturação do banco, o que deverá levar à saída de trabalhadores em reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

