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CGD procura manter valor do subsídio de refeição

​Governo
pretende equiparação do subsídio de refeição dos trabalhadores da CGD ao da
função pública. Sindicatos e administração debateram forma de salvaguardar
atual valor.

 
Após a publicação do decreto-lei n.º
133 de 2013, que determina que o valor do subsídio de refeição nas empresas
ligadas ao Estado seja igual ao da função pública, os Sindicatos da Febase
solicitaram de imediato uma reunião à administração da CGD, para analisar as
implicações da sua aplicação aos trabalhadores da instituição.
Na reunião, realizada terça-feira, dia
22 de outubro, os Sindicatos da Febase manifestaram a sua preocupação com esta
questão, penalizadora para os trabalhadores.
Na ocasião, a administração informou
que tudo está a fazer no sentido de os trabalhadores da Caixa não virem a ser
prejudicados por aquela disposição.
Os Sindicatos referiram ainda a sua
inquietação sobre outras normas legais em discussão pública e que, em sua
perspetiva, também não devem ter qualquer impacto nos trabalhadores da
instituição, abrangidos por um acordo de trabalho livremente negociado.
A CGD é uma instituição financeira
inserida num mercado extremamente concorrencial, frisaram, justificando que,
face à necessidade de manter os trabalhadores motivados, estes devem ser
tratados como os restantes trabalhadores bancários em Portugal.
 
Reestruturação
sem convulsões
 Na reunião foi igualmente debatida a
reestruturação em curso na CGD. Indo ao encontro da posição da Febase, a
administração manifestou a sua intenção de que a reestruturação não cause
grandes convulsões dentro da instituição, razão por que está a ser efetuada com
recurso a reformas antecipadas e à mobilidade interna dos trabalhadores. Até ao
momento não se recorreu a outros meios e a administração admite que tal não
venha a ser necessário.
Os Sindicatos alertam os trabalhadores
para que sempre que se sintam lesados contactem o respetivo sindicato para a
resolução do problema.
 
Privatização
do Grupo Caixa Seguros
 Na reunião com a administração, os
Sindicatos manifestaram ainda a sua preocupação quanto à natureza das entidades
que concorrem à privatização do Grupo Caixa Seguros, e que durante o mês de
novembro terão de apresentar as propostas finais.
A administração esclareceu que a decisão
final será da CGD, garantindo que não escamoteará a resolução das várias
situações que se depararão aos trabalhadores se o desfecho for a aquisição.
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