A UNI Europa Finanças e o Grupo Bancário Europeu de Poupança e Retalho (ESBG) publicaram uma declaração conjunta destacando três pilares que a regulação presente e futura deve ter em conta. As duas entidades acreditam numa banca de retalho regional forte e responsável, moldada pela diversidade de modelos bancários de negócio, proporcionalidade na regulação e aconselhamento financeiro individual e acessível.
A diversidade no setor financeiro reforça a concorrência mas garante igualmente uma oferta ampla de serviços aos clientes. Esta diversidade torna-se crucial nas comunidades locais no que diz respeito à proximidade com os clientes – os bancos de retalho e poupança, através da sua rede de 58.000 agências, servem 185 milhões de clientes e empregam 810.000 pessoas na Europa, particularmente nas zonas rurais.
Os bancos locais já têm vindo a sofrer com a regulação demasiado rigorosa imposta pelo Quadro de Basileia III – tanto no atual como no caso de um Quadro de Basileia IV, devem ser ajustados e ter em consideração o princípio da proporcionalidade para que os bancos locais possam continuar a desempenhar um papel essencial no avanço da economia europeia.
O acesso comportável a aconselhamento financeiro pessoal é uma necessidade importante que deve estar ao alcance de todos os clientes do retalho, independentemente do tamanho da sua carteira. Os bancos locais encontram-se numa posição única de fornecerem este aconselhamento numa parceria duradoura e com conhecimentos bem fundamentados das necessidades e exigências de cada cliente. Enquanto a digitalização e os automatismos proporcionam benefícios e oportunidades valiosas para o setor financeiro, deve haver sempre a opção para que os bancos possam oferecer aconselhamento pessoal aos seus clientes.
“A diversidade no setor financeiro é fundamental para o crescimento e criação de emprego na Europa”, afirmou Michael Budolfsen, presidente da UNI Europa Finanças. “Precisamos de bancos que atendam a cada cliente e às suas necessidades específicas e a regulação do setor financeiro deve estimular a diversidade, dando aos clientes mais opções e proporcionando melhor acesso ao capital às PME. Apelamos ao diálogo entre reguladores, empregadores e sindicatos acerca de um regulamento que reforce o crescimento, a criação de emprego e os cidadãos europeus”, referiu.

