O MAIS e o SBC têm objetivos próprios e as suas formas de alcançá-los. Como ficou provado na concentração junto ao BCP.
Não vamos atrás de ninguém. Temos objetivos e estratégias para alcançá-los, sem radicalizações que só prejudicam os trabalhadores. Fomos junto à Assembleia Geral do BCP para apelar aos acionistas que aprovassem a reposição dos cortes salariais, como constava da ordem de trabalhos.
Também gostaríamos que a devolução fosse integral, mas não era isso que estava em apreciação. E não sendo possível, pretendíamos que os 12 milhões e 500 mil euros constantes da proposta fossem distribuídos como parte da compensação dos salários retidos.
O nosso objetivo foi alcançado: graças à aprovação dos acionistas, em junho os trabalhadores do BCP já recebem parte do montante retido.
A nossa estratégia é valorizar a negociação coletiva e não entramos em rutura quando entendemos que um acordo ainda é possível.
Estamos à mesa de negociações com o BCP para a revisão das tabelas. Ainda não chegámos a um entendimento, mas o banco já avançou com uma contraproposta de 0,6% de aumento, enquanto aos restantes sindicatos não propôs nada. Mas vamos continuar o processo, na tentativa de o BCP se aproximar das pretensões do MAIS e do SBC. A próxima reunião está já agendada para 21 de junho.
Mais negociações
Estamos em outras mesas negociais. Na revisão salarial do ACT, as IC subscritoras já avançaram 0,7% de aumento, mas ainda continuamos a negociar. Os outros sindicatos apenas agora iniciaram o processo…
Também com o Crédito Agrícola e com a CGD estamos envolvidos em negociações sobre aumentos salariais.
Esta é a nossa forma de estar e agir: negociar, negociar, negociar. Manobras de diversão apenas atrasam o processo.
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