O
MAIS/Mais Sindicato apela às instituições de crédito para que reforcem a
proteção dos bancários que continuam no seu local de trabalho, correndo maior
risco de contágio pela Covid-19.
O Mais Sindicato tem
estado a acompanhar a implementação dos planos de contingência de cada banco,
no âmbito da pandemia do coronavírus, e está preocupado com a necessidade de salvaguarda
dos que diariamente saem dos seus lares para o local de trabalho, estando ou
não em contacto presencial com clientes.
Como é do
conhecimento geral, o estado de
emergência obriga à manutenção da atividade bancária. Assim, muitos bancários,
que pelo tipo de funções que exercem não podem adotar o regime de teletrabalho,
mantêm-se quer nos balcões a atender clientes, quer na execução de outro tipo
de serviços indispensáveis à continuidade de negócio.
Tendo em conta esta
realidade, o Mais Sindicato apela aos bancos:
Por se verificar que muitos
clientes, por não estarem a trabalhar, deslocam-se a agências bancárias para
resolver assuntos não urgentes, sugerimos as seguintes medidas de salvaguarda de
bancários e clientes:
– Informação. Através dos canais digitais de
cada banco e por afixação nas montras das agências dever-se-á informar que o
atendimento presencial será apenas para situações urgentes e carece de marcação
prévia (devendo para tal ser contactado telefonicamente o gestor de conta);
– Proteção. Colocação de acrílicos transparentes nos
balcões para separação entre o cliente e o trabalhador, nos postos de caixa e de
atendimento;
– Regras de Distanciamento.
Garantir que os trabalhadores nos serviços centrais executam as suas funções
com a distância necessária entre si, de forma a mitigar possíveis situações de
contágio;
– Limpeza. De acordo com as regras de
segurança para a saúde atualmente em vigor, deve promover-se uma constante
fiscalização dos materiais e produtos de limpeza (sua adequação a uma eficaz
desinfeção), bem como rastreio diário aos trabalhadores que prestam serviços de
limpeza. As ações de limpeza/desinfeção
devem ser reforçadas em todos os edifícios que se mantenham em funcionamento.
Ao longo dos
últimos anos os bancários têm perdido poder de compra pelo que, de forma a não
agravar ainda mais essa situação, propomos:
– Salários. Complementar
até perfazer 100% do vencimento líquido o apoio financeiro excecional decidido
pelo Governo quer para quem está a acompanhar filhos menores de 12 anos ou, se
maiores, com deficiência ou doença crónica, quer para os trabalhadores a quem
não foi dada a possibilidade de teletrabalho e que pertencem aos grupos de
risco (grávidas, diabéticos e portadores de outras doenças crónicas);
– Escolas. Manutenção das
regras em vigor para quem está a prestar assistência a filhos, já que esta
medida termina dia 27 de março devido às férias escolares. No entanto, neste
período muitas crianças ficavam com os avós ou em ateliês de tempos livres,
alternativas que agora são inviáveis. Apela-se à sua manutenção até que as
atividades letivas sejam retomadas;
– Teletrabalho.
Milhares de bancários estão a executar as suas funções em regime de
teletrabalho. Mas convém relembrar que o número de horas a cumprir neste regime
está estabelecido e deve ser respeitado. Ou seja, os trabalhadores têm direito
“a desligar”.
A situação
gerada pela pandemia está a ser muito difícil para todos os portugueses. O Mais
Sindicato apela à compreensão e apoio das instituições de crédito aos seus
trabalhadores. Só com a solidariedade de todos o País poderá ultrapassar esta
crise.

