Outros artigos:

ACT: revisão salarial e de clausulado ainda sem acordo

​As Instituições de
Crédito aumentaram a sua proposta salarial para 0,3%,
mas não evoluíram quanto à adaptação do clausulado da convenção. Mais Sindicato e SBC insistem na
necessidade de melhorar o ACT. As negociações continuam.

A
sexta reunião de negociações entre o Mais Sindicato, o SBC e as Instituições de
Crédito (IC) subscritoras do ACT do Setor Bancário decorreu dia 13 de outubro.
Verificou-se um pequeno avanço, mas longe de ser suficiente para os Sindicatos
aceitarem um acordo. 

Nesta
reunião, as IC avançaram com um aumento – de 0,2% para 0,3% – na tabela salarial
e cláusulas de expressão pecuniária. Mas não evoluíram em matéria de clausulado.
Os Sindicatos reiteraram a necessidade de melhorar o clausulado do ACT, facto
pelo qual não deram o seu acordo.

Matérias fundamentais

Numa
tentativa de desbloquear o processo negocial, o Mais Sindicato e o SBC
elencaram um conjunto de matérias que consideram fundamental alterar no ACT.

Compreendendo
embora as dificuldades manifestadas pelos bancos em corresponder ao pedido de
aumento salarial que apresentaram, os Sindicatos já não entendem a sua intransigência
em adaptar e melhorar o clausulado do acordo coletivo relativamente a matérias
com reduzido ou nenhum impacto financeiro.

Das 25
cláusulas com propostas de revisão apresentadas pelos Sindicatos, as IC apenas
aceitaram duas – e parcialmente: sobre os temas do assédio no local de trabalho
e do direito a desligar.

Teletrabalho

Relativamente
ao teletrabalho, as IC confirmaram ser fundamental a sua regulamentação – mas
não aceitaram a proposta sindical, contrapropondo uma redação que pouco ou nada
resolve.

A
necessidade de recurso ao teletrabalho vai continuar, pelo que o tema tem de
ficar regulado de forma clara e precisa, para que no futuro os trabalhadores não
sejam confrontados com procedimentos menos corretos – o atual vazio normativo
não pode continuar.

Mais
Sindicato e SBC pretendem manter a paz social no setor; Sindicatos, bancos e,
principalmente, os trabalhadores, precisam de estabilidade – mas não vale tudo
e o bloqueio negocial tem limites.

Os
Sindicatos acreditam que ainda pode haver acordo e por isso esperam que na
próxima reunião as IC venham ao encontro das suas pretensões.

Partilhar: