No País, nos Sindicatos e no setor financeiro este será um ano determinante. O futuro começa agora?
Em 2015 muita coisa na vida dos portugueses estará em jogo. Desde logo porque é ano de eleições legislativas, e os cidadãos serão chamados a escolher um novo Parlamento, do qual sairá o futuro governo. O Presidente da República terá de dar posse ao Executivo, o que, dependendo do resultado eleitoral, poderá não ser tarefa fácil, pois Cavaco Silva já deixou recados claros de que não está inclinado a aceitar um governo minoritário, ou seja, formado por um partido político que vença as eleições sem maioria absoluta e não estabeleça coligações que permitam a estabilidade que deseja.
E se esse é um acontecimento que envolve todos portugueses, outros há que dizem respeito aos bancários, mais concretamente aos associados do MAIS, que terá eleições em abril, através das quais serão escolhidos os novos corpos gerentes.
Também o SBC, outro Sindicato dos Bancários da Febase, terá o seu processo eleitoral abril.
Setor em efervescência
Também o setor financeiro estará sujeito a diversas dinâmicas, o que normalmente se traduz em alterações que afetam os trabalhadores.
Na banca, um dos casos mais importantes será a venda do Novo Banco. Há vários interessados à compra da instituição resultante do colapso do BES, entre os quais dois bancos já a operar no mercado nacional: o BPI e o Santander. O desfecho desta operação decerto provocará uma recomposição de forças no setor.
Mas sobram ainda para este ano os problemas de 2014, do BCP ao Barclays, do BBVA à Parvalorem.
Por outro lado, se não se verificar um crescimento sustentado da economia – e não o tímido incremento do ano passado – a banca continuará sem vislumbrar aumento do negócio, com a consequente redução da sua dimensão.
Negociação coletiva
A negociação coletiva é outra matéria que deverá marcar este ano. A revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) entrará no seu terceiro ano e a Febase pretende acelerar o processo para que se chegue ao seu término.
O objetivo da Federação é alcançar um entendimento com as instituições de crédito, mas já avisou que não o fará a qualquer preço. Ou seja, só subscreverá um acordo que seja equilibrado e salvaguarde os interesses dos trabalhadores que representa.

