Outros artigos:

Mais convenções, menos trabalhadores abrangidos

​O número de convenções coletivas publicadas até julho aumentou em comparação com o mesmo período do ano transato, mas o número de trabalhadores abrangidos diminuiu substancialmente, revelam os dados oficiais.

 

Apesar de julho mostrar uma ligeira descida na publicação de convenções coletivas face ao período homólogo de 2013, o total acumulado desde o início do ano sofreu um aumento, revela um documento da UGT, que tem por base dados do Boletim do Trabalho e Emprego (BTE) e da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

No entanto, o número de trabalhadores abrangidos pelo resultado da negociação coletiva alterou-se no sentido inverso, com uma queda acentuada em 12 meses.

Em julho de 2013 foram publicados quatro Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), mais dois do que em julho deste ano. O inverso aconteceu nos Acordos de Empresa (AE), com cinco publicações em 2013 e seis em 2014.

Já o número de Contratos Coletivos de Trabalho (CCT) não sofreu alterações no período em análise: cinco em ambos os anos. No total, apenas foi publicada menos uma convenção em julho deste ano do que no mesmo período de 2013.

No entanto, até julho de 2013 tinha sido publicado um total de 59 convenções, um número reduzido quando comparado com o deste ano, com 85 convenções publicadas.

Pelo contrário, o número de trabalhadores abrangidos este ano é bastante inferior: se as convenções coletivas publicadas até julho de 2013 abrangeram 34.723, as que foram objeto de publicação em igual período de 2014 apenas abrangem 2.427 trabalhadores.

 

Regiões autónomas

 

De referir ainda a publicação, no período em análise, de dois AE e dois CCT na Região Autónoma dos Açores.

Já na Região Autónoma das Madeira, a negociação coletiva saldou-se pela publicação de um AE e de um CCT.

No País foram igualmente publicados 12 Acordos de Entidade Empregadora Pública e três avisos de Portaria de Extensão.

 

Variação salarial instável

 

Os dados agora divulgados revelam ainda que a variação salarial nominal média tem sofrido alguma instabilidade face aos números da inflação.

De fevereiro a março de 2014, a queda foi de 1,3% para 0%, subindo novamente em abril, para 1,2%. Em maio voltou a descer, para 0,7%, mantendo-se estagnada nos meses de junho e julho (0,6%).

Já a inflação foi descendo gradualmente, de 0,3% em fevereiro para 0,0% em junho.

 

Partilhar: