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Febase debate situação no BCP e Parvalorem

​O Secretariado Nacional da Febase reuniu-se ontem, 2 de outubro, em Lisboa, tendo decidido manifestar vontade de iniciar negociações com o BCP, sem que tal implique um compromisso.

 

Na reunião, o Secretariado debateu a proposta apresentada pela administração do BCP de negociar com os sindicatos as implicações para os trabalhadores do acordo celebrado entre o banco e a Direcção Geral da Concorrência Europeia (DGComp), no âmbito do plano de recapitalização.
Para cumprir a obrigatoriedade de reduzir custos com pessoal, o banco avança duas hipóteses: a revisão do ACT com introdução de uma cláusula temporária de ajuste salarial com compensação futura, ou o despedimento coletivo de cerca de 1800 trabalhadores.
A primeira hipótese é defendida pelo banco como a medida mais favorável, porque permitiria a manutenção de um maior número de postos de trabalho, evitando a saída de cerca de 400 trabalhadores.
Após a discussão aprofundada da situação, o Secretariado deliberou:
– Dar o seu acordo ao início das negociações com o BCP – o que não pressupõe a assunção de qualquer compromisso;
– Aprovou as linhas gerais de uma proposta a apresentar ao BCP, que visa a redução de custos sem recurso a ajustamentos salariais;
– Solicitar ao banco mais elementos sobre o processo, de forma a fundamentar a sua posição;
A Febase decidiu ainda estabelecer contactos com todas as estruturas representativas dos trabalhadores do BCP.
 
Parvalorem
 
O Secretariado da Febase manifestou o seu desagrado por ter sido informado pela UGT de um pedido de parecer por parte do Governo sobre a atribuição de subsídio de desemprego aos trabalhadores da Parvalorem que venham a ser dispensados.
Trata-se de um requerimento solicitando os procedimentos a adotar ao abrigo do Dec. Lei nº 220/2006, que contempla a eventualidade de rescisões por mútuo acordo e de despedimento coletivo.
A Febase lamenta não ter sido consultada diretamente, tanto mais que está a decorrer o processo negocial da empresa.
A Federação continuará a acompanhar atentamente a situação na Parvalorem, tendo sempre presente a defesa dos trabalhadores.
 
 
 
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