O Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC) apresentou ontem a resposta dos bancos à proposta apresentada pela Febase antes da interrupção para férias. Para a Federação, ainda não chega para um entendimento.
Febase e representantes das instituições de crédito (IC) retomaram ontem as negociações, numa sessão marcada pela resposta dos bancos à proposta sindical relativa aos temas de mais difícil entendimento.
Em causa mantêm-se matérias como promoções por mérito e antiguidade, prémio de antiguidade, ajudas de custo em deslocações, descanso compensatório e plano complementar de pensões.
O GNIC sublinhou que durante a interrupção negocial foi feita uma auscultação sobre estes temas às instituições subscritoras do ACT do setor bancário que, naquilo que apelidou de “derradeiro esforço” de aproximação às posições dos Sindicatos, avançaram na sua proposta na tentativa de as partes chegarem a entendimento.
Embora em alguns destes temas tenha havido um avanço no sentido de ir ao encontro das propostas sindicais – caso do descanso compensatório ou da manutenção do plano complementar de pensões em caso de caducidade da convenção – a Febase considerou que em termos globais a resposta da banca fica ainda aquém das suas pretensões, não sendo suficiente para acautelar os interesses dos trabalhadores bancários e, consequentemente, exígua para permitir um entendimento.
A Febase vai agora analisar detalhadamente a posição das instituições de crédito, comprometendo-se a responder formalmente na próxima sessão negocial.
Na reunião de ontem as partes debateram ainda os prazos de vigência da convenção face ao processo negocial em curso, sendo unânime a opinião de que não é do interesse de ninguém a caducidade do ACT em vigor.
É entendimento das partes que no final do processo deverá existir um texto único a aplicar a todos os trabalhadores, independentemente do sindicato em que estão filiados.
A próxima ronda de negociações está agendada para dia 30 de setembro.

