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Negociações do ACT complicam-se

 

​O processo
de revisão global do ACT do setor bancário voltou a complicar-se na sessão de ontem,
dia 10. Depois de as partes terem acordado fazer um esforço para atingir, até
ao final de julho, um consenso nos temas onde as divergências são mais
profundas, o grupo negociador das IC (GNIC) chegou à mesa de negociações com uma
postura pouco dialogante, respondendo a algumas das propostas da Febase com um “não”
absoluto.

 

Também os
Sindicatos da Federação reafirmaram a sua posição inabalável em matérias
consideradas de enorme importância para os trabalhadores.
Recorde-se
que naquele que é apelidado o núcleo central da convenção coletiva encontram-se
matérias como o SAMS, descanso compensatório ao sábado, isenção de horário,
promoções por mérito e por antiguidade, vigência do ACT, prémio de antiguidade,
ajudas de custo e ressalvas à convenção coletiva, que algumas instituições
pretendem manter.
Na reunião
de ontem, as partes debateram alguns destes temas. Para o GNIC, as propostas da
Febase sobre a vigência do ACT e as promoções por mérito/antiguidade são razão
suficiente para a rutura do processo negocial em curso.
Também para
os Sindicatos da Federação há matérias que são cruciais e que podem vir a criar
um impasse quanto à continuação das negociações.
No que diz
respeito à mobilidade geográfica e às despesas de deslocação o entendimento
entre as partes está igualmente difícil, tendo a Febase acusado o GNIC de
retroceder em algumas posições já assumidas.
Embora sem
que tenha sido alcançado um consenso, houve algum desenvolvimento, nomeadamente
nas cláusulas respeitantes à isenção de horário e ao descanso compensatório ao
sábado.
Os
Sindicatos da Febase informarão os sócios de eventuais desenvolvimentos do
processo através dos respetivos sites,
pelo que aconselham uma consulta periódica às páginas online.
 
 
 
 
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