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Conselheiros da Febase aprovam Relatório e Contas

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Na sessão de ontem, realizada em Coimbra, o Conselho Geral foi ainda informado
pelo Secretariado sobre a situação no Barclays, BBVA, BCP e Fidelidade.
O Conselho Geral da Febase aprovou
por maioria e com apenas duas abstenções o Relatório de Atividades e as Contas
de 2013, na sessão realizada ontem, dia 26 de maio, em Coimbra.
O documento foi apresentado por
Aníbal Ribeiro, que assumiu o cargo de secretário-geral da Febase. Cumprindo a
norma estatutária de rotatividade, o Secretariado, que se reuniu durante a
manhã, deu a sua confiança ao vice-presidente do SBC para durante um ano assumir
a liderança da Federação, substituindo Mário Mourão (SBN).
Também a Mesa elegeu o seu novo
presidente. Freitas Simões, do SBC, sucede a Fernando Martins (MAIS) naquela
função.
Já as contas de 2013, que mereceram o
parecer positivo da Comissão Fiscalizadora, foram explicadas pela tesoureira Helena
Carvalheiro.
No ponto dedicado a informações, Rui
Riso, vice-secretário-geral da Febase, fez um ponto de situação relativamente
aos processos mais preocupantes no setor bancário: Barclays, BBVA e seguros do
Grupo BCP.
“Os Sindicatos e a Febase têm feito
tudo para esclarecer as notícias divulgadas na comunicação social”, referiu o vice-secretário-geral,
sublinhando a reunião efetuada com a administração do Barclays para a Península
Ibérica e os pedidos de reunião enviados ao BBVA Portugal.
 
Barclays sem informação
No primeiro caso, os responsáveis do
banco nada mais souberam adiantar às declarações do CEO relativamente à
alienação do negócio em Portugal, tendo-se comprometido a chamar os Sindicatos
logo que tenham informações.
Entretanto, através da UNI a Febase
contactou os sindicatos ingleses e ficou a saber que a administração da
casa-mãe adiantou que naquele país o processo seria complexo e demorado, pelo
que os quatro países de onde o Barclays quer sair – Portugal, Espanha, França e
Itália – terão de resolver os seus problemas.
A Febase vai enviar representantes a
uma reunião que se realizará em Inglaterra para apurar o que o Barclays
pretende fazer em Portugal.
 
Interrogações no BBVA e CGD
 
No que diz respeito ao BBVA, Rui Riso
disse que os Sindicatos solicitaram já duas reuniões à administração em
Portugal, que foram recusadas com o argumento de que o banco não comenta
notícias da comunicação social.
Em ambos os casos, a Febase quer
saber, também, qual o futuro dos fundos de pensões.
A venda do ramo segurador não-vida do
BCP a uma companhia belga foi igualmente abordada. Aos trabalhadores envolvidos
foi dada a opção de voltar ao setor bancário ou ficar no segurador.
Face às notícias sobre a privatização
da CGD, a Febase decidiu solicitar reuniões ao responsáveis pelo banco público,
nomeadamente o Ministério das Finanças, para obter esclarecimentos.
Relativamente à CGD, a Federação
pretende saber se o banco vai ou não ser privatizado e, em caso afirmativo, se o
Estado mantém a maioria do capital.
 
Fidelidade repõe salários
 
Carlos Marques, vice-secretário-geral
da Febase, adiantou ao Conselho Geral que com a compra da Fidelidade por grupo
chinês os trabalhadores da seguradora viram retomados os seus direitos
contratualizados. Ou seja, deixaram de vigorar as medidas impostas pelo
Orçamento do Estado e os vencimentos serão pagos de acordo com a tabela
salarial.
Há notícias ainda não confirmadas de
que os trabalhadores serão compensados de algumas das perdas sofridas.
Por fim, Paulo Alexandre informou os
conselheiros de que o processo negocial de revisão global do ACT foi retomado.
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