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Secretariado da Febase debate sindicato único

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A comissão nomeada para elaborar os
estatutos do sindicato único fez o balanço do trabalho efetuado nas quatro
reuniões ocorridas até ao momento, síntese que serviu de ponto de partida para
o debate no seio do Secretariado.
A organização interna da futura
estrutura tem ocupado a comissão dos estatutos. Se no seu seio foi pacífica a
proposta de uma assembleia-geral, já a constituição de um congresso tem
fomentado algumas divergências, dado tratar-se de um órgão com competência
diferentes nos atuais Sindicatos da Febase. Conciliar as diferentes realidades
é a preocupação da comissão.
As propostas da comissão serão
sujeitas ao escrutínio dos órgãos de cada sindicato.
O Secretariado abordou ainda questões
como a distribuição territorial do sindicato único, nomeadamente a presença
física de representantes sindicais junto dos trabalhadores a nível local e de
empresa.
A organização interna é uma matéria
sensível, que exigirá uma análise bastante profunda sobre o modelo a
implementar. A posição dentro do Secretariado não é unânime, oscilando entre os
que defendem estar criada a oportunidade para implementar uma estrutura mais
ligeira do que a dos sindicatos atuais e os que preferem uma arquitetura mais
tradicional, salvaguardando ambas as partes a importância do reforço da presença
junto dos trabalhadores.
Na reunião de ontem, o Secretariado analisou
igualmente a situação do setor bancário, nomeadamente no BES. A agitação vivida
pelo pela instituição é fator de preocupação para os Sindicatos da Febase, que acompanham
atentamente o processo, não por qualquer interesse quanto aos nomes que
assumirão os destinos do banco, mas pelos milhares de postos de trabalho que
poderão ser postos em causa se a indefinição se prolongar.
A revisão do ACT do setor bancário,
cuja sessão negocial teria lugar nessa tarde, e a situação na Parvalorem
estiveram também em discussão.
O Secretariado foi informado pelo
Pelouro da Contratação Coletiva de que foram feitos novos pedidos de reunião
aos secretários de Estado da Segurança Social e das Finanças, bem como ao
presidente da CGA, para debater os problemas dos trabalhadores da Parvalorem.
 
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