Outros artigos:

Hospital celebra 20 anos

​Uma sessão solene marcou o 20.º aniversário do Hospital do SAMS do Sul e Ilhas. Foi recordado o passado, com os olhos postos no futuro.

 

Centenas de pessoas estiveram presentes na cerimónia comemorativa dos 20 anos do Hospital do SAMS, que decorreu ontem, dia 6 de novembro, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Membros dos órgãos sociais do MAIS e de outros Sindicatos da Febase, Clara Carneiro em representação do Presidente da República, deputados, bastonários das Ordens do setor da saúde, representantes das instituições de crédito, presidentes das administrações regionais de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, dirigentes do Ministério da Saúde, o reitor da Universidade Nova de Lisboa e profissionais de saúde da “família SAMS” foram alguns dos muitos convidados que se associaram a esta sessão solene.

Em representação do ministro da Saúde, que devido a um compromisso inadiável não pôde comparecer, esteve o secretário de Estado da Saúde Manuel Teixeira, que curiosamente esteve há 20 anos na inauguração do Hospital.

A sessão centrou-se em três momentos especiais. O primeiro foi uma conferência moderada por Maria de Belém Roseira e tendo como oradores Adriano Moreira, que refletiu sobre a crise do Estado social, e João Lobo Antunes, cuja intervenção abordou as funções de um hospital, nas suas vertentes assistencial, de investigação e de ensino.

O segundo momento da tarde esteve a cargo do secretário de Estado e de dois responsáveis do SAMS: Rui Riso, presidente do Conselho de Gerência e da Direção do MAIS, e Adalberto Campos Fernandes, presidente da Comissão Executiva da Prestação Integrada de Cuidados de Saúde (SAMS-PICS).

Por fim, o trabalho e empenho da “família SAMS” do Hospital foi reconhecida através de uma homenagem a 20 dos seus profissionais.

A abertura e encerramento da sessão contaram com duas intervenções musicais, a primeira a cargo de um quinteto de cordas D’Arcus e a última do fadista Camané.

 

Bom exemplo

 

O pioneirismo do SAMS no desenvolvimento da prestação de cuidados de saúde à sua população beneficiária, criando uma extensa rede de serviços internos, incluindo o Hospital, foi realçado pelos três intervenientes no segundo painel.

Adalberto Campos Fernandes considerou o SAMS como “um espaço de justiça social” e uma “nova ideia de responsabilidade social”, destacando a sua capacidade para se adaptar a uma nova realidade.

Numa apreciação histórica, o presidente da Comissão Executiva do SAMS-PICS considerou o SAMS “um bom exemplo” e elogiou o modelo escolhido, “centrado no doente” e com uma aposta “inteligente em profissionais competentes e dedicados”.

Salientando as palavras de João Lobo Antunes, Adalberto Campos Fernandes revelou a parceria para ensino e investigação celebrada nesse mesmo dia com a Universidade Católica. Com este exemplo de dinamismo, o responsável considerou o aniversário do Hospital representa para a organização “uma oportunidade para ganhar ânimo para retomar o caminho da inovação e da sustentabilidade”.

 

Ousadia

 

Também Rui Riso recordou a história do SAMS e a “completa ausência de apoio na doença aos trabalhadores bancários por parte do Estado” que levou à sua criação.

“Com a ousadia conhecida nos dirigentes sindicais dos bancários incrementaram-se serviços clínicos internos sempre e só com a missão de servir com os maiores níveis de qualidade disponíveis os trabalhadores da banca e os seus familiares”, frisou.

O presidente do Conselho de Gerência destacou as centenas de milhar de consultas, exames, tratamentos e cirurgias realizadas anualmente no Hospital, concluindo: “Tal como há quase quarenta anos, tal como há vinte anos, a ousadia está e estará sempre na base da criação, da mudança e da provocação do futuro.”

 

Complementaridade

 

Referindo o significado pessoal relevante de estar presente nesta comemoração, o secretário de Estado da Saúde salientou “a perceção de qualidade do Hospital” e o “inquestionável esforço deste projeto”.

Manuel Teixeira considerou que a riqueza do sistema de saúde em Portugal “é feita destas experiências”, cuja “complementaridade ao SNS é importante e deve ser reforçada”.

Partilhar: