A UGT juntou milhares de trabalhadores no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, para a comemoração do Dia do Trabalhador.
Pela defesa do emprego! Pela solidariedade e pela unidade entre os trabalhadores! Contra a precariedade! Por uma administração pública eficiente e próxima dos cidadãos! Pelo crescimento económico! Em defesa do Estado Social! Foram estas as palavras de ordem que marcaram as celebrações do 1.º de Maio da UGT, este ano pela primeira vez realizadas no Porto.
Apesar do mau tempo que se fez sentir, muitos foram os milhares de manifestantes que acorreram ao Pavilhão Rosa Mota para celebrarem, em festa, aquela jornada de luta.
Luta que se fez sentir nas intervenções político-sindicais e festa que aconteceu não apenas proporcionada por um vasto e diversificado programa de animação, como por uma jornada de convívio em que nem sequer faltou comida e bebida em abundância para todos.
Carlos Silva criticou a ganância responsável pela crise – lembrando a situação dos bancários do BPN e do BES –, recusou mais flexibilização laboral, exigiu a diminuição da carga fiscal e a atualização do salário mínimo. E perante os milhares reunidos no Pavilhão Rosa Mota, deixou uma palavra de esperança.
“Foi a ambição desmedida e a aposta na maximização do lucro que destruiu o BPN e o BES, sem acautelar que nessas instituições existiam milhares de trabalhadores que dedicavam a sua existência a servir os seus empregadores e acionistas, muito para além do que está consagrado nos vários instrumentos de contratação coletiva, esmagando horários, abdicando da família, sofrendo vicissitudes e ofensas diárias, porque eram esses trabalhadores que davam a cara, todos os dias, perante os clientes, enganados e desiludidos pelo enorme embuste que se criou com a venda de produtos que, só por ostentarem as insígnias de determinadas instituições, eram sinal bastante de garantia e confiança”, acusou o dirigente da central.

