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Febase quer trabalhadores da Parvalorem no Banco de Fomento

​A transferência dos trabalhadores da Parvalorem para o futuro Banco de Fomento é o objetivo da Federação, que juntamente com a UGT vai propô-lo aos responsáveis das Finanças.

A Febase reuniu-se com a administração da Parvalorem no dia 13 de maio, para debater a situação dos trabalhadores da empresa estatal de recuperação de crédito do ex-BPN.

A administração informou que reabriu o processo de rescisões de contrato por mútuo acordo para os trabalhadores alvo de despedimento coletivo, indo assim ao encontro da alternativa pretendida pela Federação. Recorde-se que a Febase sempre defendeu a manutenção dos postos de trabalho mas, na sua impossibilidade, o recurso às rescisões.

Dos 49 trabalhadores atingidos, cerca de uma vintena está a negociar a rescisão.

A Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT), a quem legalmente cabe acompanhar o processo, está a averiguar situações socialmente complicadas e a administração dispõe-se a analisar esses casos.

A Parvalorem adiantou que prosseguirá o despedimento coletivo se os trabalhadores não aceitarem rescindir.

Questionada pela Febase, a administração sublinhou não ter intenção de avançar com um novo corte de postos de trabalho este ano, sem contudo se comprometer quanto ao futuro.

Face a esta situação, a Febase quer voltar a reunir-se com os responsáveis do Ministério das Finanças, de quem depende a Parvalorem, para tentar travar o despedimento coletivo e evitar novos processos.

Integração

A Federação critica as sucessivas opções políticas que levaram a situação a culminar num despedimento coletivo e exige que sejam tomadas medidas que defendam o futuro dos trabalhadores da empresa do setor empresarial do Estado.

Nesse sentido, defende que os serviços entregues em outsourcing, por concurso público, a uma empresa externa, voltem à Parvalorem, o que manteria os postos de trabalho. Em caso contrário, então que os trabalhadores da Parvalorem sejam integrados no futuro Banco de Fomento que o Estado está a fundar.

A instituição precisará de funcionários para desempenhar as funções para que é criada, devendo ser dada preferência a este conjunto de trabalhadores, cujo futuro está comprometido devido às decisões da tutela.

Uma posição que espera poder defender junto da ministra das Finanças ou do secretário de Estado do Tesouro em reunião a ser solicitada pela UGT.

 

 

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