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MAIS vai arrendar Palacete Leitão

Os conselheiros aprovaram por unanimidade e aclamação o aluguer do Palacete da rua Marquês de Fronteira, possibilitando assim a rentabilização de um edifício há anos subaproveitado.

O Conselho Geral do MAIS reuniu-se em sessão extraordinária hoje, dia 11 de agosto, para votar a proposta da Direção sobre a outorga e assinatura dos contratos de promessa e de arrendamento definitivo do Palacete Leitão, imóvel onde chegou a funcionar o Centro Clínico de Lisboa do SAMS, antes da sua transferência para o edifício da Fialho de Almeida.

O palacete está devoluto desde 2003, tendo desde então servido para várias funções, nomeadamente como armazém. Apenas têm sido asseguradas pequenas obras de manutenção, incapazes de travar a sua degradação.

A Direção chegou a colocar o espaço à venda, mas a crise impossibilitou a sua alienação por um preço justo.

 

Aluguer por dez anos

Agora foi possível encontrar um interessado em arrendar este património do Sindicato, com o objetivo de ali instalar uma village de empresas.

Como explicou aos conselheiros o presidente da Direção, o arrendamento terá o prazo de dez anos (atualizado ao fim de três), podendo o Sindicato, se assim o entender, vender o imóvel nesse período. A renda será de meio milhão de euros por ano, com atualizações anuais.

O arrendatário compromete-se a fazer obras de adaptação no edifício, incluindo o telhado e o espaço envolvente. O projeto ficará a cargo do ateliê Aires Mateus Arquitetos, de reconhecido mérito. “Ficamos com parte do edifício com assinatura de autor”, frisou Rui Riso, sobre quem recaiu a responsabilidade de explicar a proposta da Direção.

 

Rentabilizar ativo

Após as intervenções dos conselheiros e os consequentes esclarecimentos da Direção, Joaquim Mendes Dias, presidente da Mecodec, resumiu o que estava em causa na sessão: “Estamos aqui não para decidir alienar património, mas para darmos a nossa aprovação à rentabilização de um ativo que há anos está subaproveitado. O aproveitamento destas instalações teria um custo muito elevado, pelo que o seu arrendamento é uma boa decisão.”

Os conselheiros compreenderam a importância da deliberação, tendo aprovado por unanimidade e aclamação a proposta da Direção, dando assim o seu consentimento ao arrendamento do Palacete Leitão.

 

Dúvidas e esclarecimentos

No ponto antes da Ordem de Trabalhos – inteiramente dedicada ao aluguer – foram debatidos vários temas levantados por conselheiros, como a transferência de 136 trabalhadores do Banco Popular para a empresa autónoma Recbus, cujo processo foi negociado pelo MAIS, salvaguardando a aplicação dos direitos do ACT.

Foi também constituída mais uma tendência no Conselho Geral, tendo sido entregue à Mesa o respetivo requerimento. A tendência “Somos diferentes. Por si, por nós, por todos” tem como porta-voz José Resende.

 

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