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Assegurados todos os postos de trabalho no Barclays

​O MAIS reuniu-se esta tarde com a administração do Barclays, que confirmou a venda do negócio em Portugal ao espanhol Bankinter. Os cerca de 1.200 trabalhadores da instituição manterão os seus postos de trabalho, foi garantido.

Desde a última reunião com a administração do Barclays, a 25 de agosto, o MAIS manteve-se em permanente contacto com os responsáveis da instituição em Portugal, acompanhando as notícias sobre a evolução das conversações para a venda do banco.

Ao final da tarde de ontem, o MAIS foi convocado para uma reunião, que se realizou hoje, dia 3 de setembro, pelas 13h00.

No encontro, a administração do Barclays Portugal informou o Sindicato sobre a concretização da venda ao Bankinter, o décimo maior banco de Espanha.

Sendo a sua principal preocupação a manutenção e salvaguarda dos postos de trabalho, bem como a observância dos direitos dos trabalhadores decorrentes da convenção coletiva, os representantes do MAIS questionaram a administração sobre estas questões.

Foi assegurado ao Sindicato que o Bankinter garante a manutenção do emprego dos trabalhadores. Dos cerca de 1.200 efetivos do banco, entre 150 a 200 mantêm-se no Barclays e os restantes ficarão integrados nos serviços do banco espanhol.

Do mesmo modo, o Barclays continuará subscritor do ACT do setor bancário, tendo sido assegurado que a nova instituição reger-se-á pelas normas em vigor, ou seja, pela convenção coletiva.

Consequentemente, os Sindicatos da Febase irão junto da administração do Bankinter reclamar a subscrição do Acordo agora em negociação.

 

Negócio dividido

O Bankinter comprou ao Barclays a operação a retalho (área comercial), o que implica a manutenção de todos os trabalhadores adstritos aos balcões e os que asseguram as operações de back-office associados ao negócio.

Em Portugal, a operação do Barclays ficará restrita ao negócio dos cartões de crédito, gestão de ativos e grandes empresas, continuando nos seus quadros os trabalhadores afetos a essas funções.

A nova instituição não deverá assumir o negócio em Portugal antes do fim do primeiro trimestre de 2016. Neste interregno decorrerá todo o processo burocrático junto das entidades reguladoras da banca, necessário para a manutenção da atividade e até o seu incremento, nomeadamente a aposta nas PME.

Os sócios do MAIS podem continuar a contar com o apoio e empenho da Direção na defesa dos seus interesses e, nomeadamente, na manutenção dos postos de trabalho.

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