Assinala-se hoje o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. O Sindicato solidariza-se com esta causa, que tem estado no centro de muitas das suas iniciativas
As Nações Unidas, em 1999, designaram 25 de novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A data homenageia Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, mulheres que foram presas, torturadas e assassinadas em 1960, por ordem do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.
Em todo mundo morrem anualmente milhares de mulheres, vítimas dos vários tipos de violência. E muitas, muitas outras são abusadas física e psicologicamente.
A sociedade portuguesa não escapa incólume. Entre 2013 e 2015, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) registou um total de 22.387 processos de apoio a pessoas vítimas de violência doméstica. Estes valores traduziram-se num total de 54.031 factos criminosos.
Durante estes três anos, a maior parte das vítimas situou-se na faixa etária dos 36 aos 45 anos (cerca de 16%), casadas (35,1%), e pertencendo a um tipo de família nuclear com filhos (43,9%).
O número de autores de crime contabilizado entre 2013 e 2015 ultrapassou o número de vítimas (22.387), ascendendo aos 22.925. Em mais de 85% das situações, o autor do crime é do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos.
Desde 2000 que a lei consagra a violência doméstica como crime público, retirando à vítima a exclusiva responsabilidade de apresentar queixa.
O MAIS não é indiferente a este drama, ao qual tem dedicado muitas das suas atividades, com o objetivo de alertar mulheres e homens para esta tragédia que abrange todas as condições e estratos sociais e económicos.
Exemplo deste empenho por uma sociedade mais justa, foi o Encontro anual do GRAM, em outubro, dedicado à violência doméstica, com o lema “Nem silêncio, nem indiferença”, que teve o contributo de vários oradores.
Leia a reportagem na próxima edição da revista O Bancário e veja os vídeos das intervenções aqui.
Embora a violência doméstica atinja homens, idosos, crianças e adolescentes, são as mulheres as principais vítimas.
Urge pôr termo a este crime. É preciso mudar mentalidades, aperfeiçoar a aplicação da lei e castigar os agressores. É tempo de acabar com o silêncio e denunciar as situações.

