Numa entrevista publicada ontem no Correio da Manhã, Eduardo Cintra Torres acusa o presidente do MAIS de usufruir um salário pelas suas funções sindicais. Errou na sua crítica: o presidente em causa é de outro sindicato. O SBSI não paga salário aos seus dirigentes.
A propósito do seu recente livro “A greve geral de 1903 no Porto. Um Estudo de História, Comunicação e Sociologia” (Ed. Afrontamento), Eduardo Cintra Torres deu uma entrevista ao jornal Correio da Manhã, que foi publicada na edição de ontem, dia 1 de julho, páginas 38 a 41.
Nada a observar, não fosse a inverdade contida na última resposta.
Quando lhe é perguntado como olha para os conflitos sindicais modernos, como por exemplo a Autoeuropa ou o dos professores, Cintra Torres, a dado passo responde: “Serve de comparação com a miséria de 1903, o caso do presidente do Sindicado dos Bancários de Sul e Ilhas, que recebe cerca de seis mil euros de salário mais quatro mil de salário do novo patrão, o Novo Banco, mais centenas de euros por cada reunião a que vai em representação.”
Todo o parágrafo é uma mentira. O presidente do MAIS não é bancário no Novo Banco e, mais importante, não recebe qualquer salário do Sindicato, como não recebe nada por participar em reuniões em representação dos trabalhadores associados.
Não se pode manchar levianamente a honra das pessoas. O SBSI exigiu já ao diretor do Correio da Manhã que seja publicada uma retificação e a Eduardo Cintra Torres um pedido de desculpas público.

